Brasil participará de pesquisa mundial sobre início do tratamento contra HIV

Momento certo para início do tratamento

O Brasil vai participar de um estudo internacional START, que está comparando as diversas estratégias para tratamentos contra o vírus HIV.

Sete centros de pesquisa brasileiros vão se juntar às outras 226 instituições de de 35 países que já participam da iniciativa.

O objetivo é encontrar o momento certo para iniciar o tratamento com os antirretrovirais.

Efeitos colaterais dos antirretrovirais

A Organização Mundial da Saúde alterou as recomendações para tratamento da AIDS em 2009, passando ao que então se chamava "início precoce da terapêutica antirretroviral".

Depois disso, porém, algumas pesquisas já chegam a sugerir que os antirretrovirais podem funcionar como uma espécie de vacina contra o HIV, em alguns casos.

O objetivo do projeto START é monitorar essas novas evidências científicas, em busca de uma sintonia fina para o início dos tratamentos, além de efetuar comparativos reais entre pacientes.

Ocorre que o início muito precoce do tratamento pode levar a efeitos colaterais indesejáveis. Se o início for muito tardio, o processo inflamatório pode prejudicar algum órgão do paciente.

"O paciente, quando não está tratando o HIV, convive com um processo de atividade inflamatória. E foi-se descobrindo que essa inflamação é deletéria. Conviver com o vírus com atividade inflamatória leva a danos teciduais no pulmão, no cérebro, por exemplo. O que se tem agora em evidência é que viver com o vírus HIV pode estar associado a um envelhecimento precoce", disse o médico Luiz Carlos Pereira Junior, coordenador da pesquisa no Brasil.

Início da terapia com antirretrovirais

No Brasil, a indicação para o início da terapia anti-HIV é feita quando o CD4 (células de defesa no sangue) está abaixo de 350 células por milímetro cúbico. O risco de efeitos colaterais é maior quando o indicador está acima disso.

A pesquisa terá a participação de cerca de 500 pacientes brasileiros. Os interessados em participar como voluntários devem ter o diagnóstico do HIV e imunidade normal.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3085-7059 do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo.


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