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06/03/2014

Morte na era digital: o que fazer com nossa herança virtual?

Redação do Diário da Saúde

Há poucos dias, ganhou as manchetes a notícia de um pai que queria ter um filme do filho falecido relembrando as postagens no Facebook.

Esta não é uma questão isolada. Na verdade, tende a se tornar uma questão comum.

É hora de discutir a morte na era digital - o que vai acontecer com nossas heranças digitais depois que partirmos?

Paul Coulton e Selina Ellis Gray, da Universidade de Lancaster (Reino Unido), já vinham analisando a questão há algum tempo.

Eles estudaram as formas pelas quais as práticas de luto ocidentais estão mudando no mundo moderno, graças aos crescentes volumes de dados pessoais que as pessoas deixam online.

"Nossas mortes agora são acompanhadas pela lenta decadência de um corpo enorme de dados, que incluem grandes quantidades criadas pelo uso regular das mídias sociais," disse Selina.

E o que vai acontecer com todos os nossos tweets, atualizações de status e selfies depois de termos partido? E como podemos começar a fazer projetos para esses restos mortais?

Morte na era digital: o que fazer com nossa herança digital?
O que vai acontecer com todos os nossos tweets, atualizações de status e selfies depois de termos partido? E como podemos começar a fazer projetos para esses restos mortais? [Imagem: Lancaster University]

Herança digital

"Atualmente, quando morremos, muitas vezes deixamos para trás uma herança digital. Os parentes não pensam mais apenas no que fazer com livros, mobiliários, vasos e caixas de ferramentas, mas também estão pensando nos restos sociais online, tais como fotos digitais, vídeos, atualizações e e-mails," disse o Dr. Coulton.

O limite entre a vida e a morte também se tornou um evento muito mais público, o que ficou patente com o massacre recente ocorrido no Colorado (EUA). A Dra. Selina Gray documentou como tais espaços online se tornaram repentinamente populares, com as últimas mensagens de algumas das vítimas recebendo mais de 10 milhões de visitas.

Os sites de relacionamento, contudo, ainda não estão preparados para isso.

Selina espera que sua pesquisa, que ainda está em andamento, tenha um impacto no projeto futuro das tecnologias de mídia social.

"Estas mudanças nas reações à morte e o legado digital que deixamos para trás estão colocando todos os tipos de novas questões e desafios, não só para os projetistas de tecnologia e profissionais que prestam apoio ao luto, mas também para a sociedade em geral," concorda o Dr. Coulton.


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