Mortes por AIDS, tuberculose e malária caem em todo o mundo

Menos pessoas estão morrendo em razão de doenças como AIDS, tuberculose e malária.

É o que indica um estudo feito em 188 países e divulgado na revista científica The Lancet.

De acordo com a revista, o ritmo de queda nas mortes e infecções vem-se ampliando desde o ano 2000, quando os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio foram estabelecidos na tentativa de frear o avanço dessas doenças até 2015.

Os números mostram que as novas infecções por HIV/AIDS caíram praticamente para um terço desde o início da epidemia de AIDS no mundo.

As mortes por tuberculose diminuíram 1,4% ao ano desde 2000. As mortes provocadas pela malária em crianças que vivem na África Subsaariana caíram 31,5% na última década.

O estudo aponta que intervenções em relação ao HIV - incluindo a terapia antirretroviral, a prevenção da transmissão vertical (da mãe para o bebê durante a gravidez ou no parto) e a profilaxia pós-exposição (uso de medicamentos por pessoas que podem ter entrado em contato recente com o vírus) - têm demonstrado resultados positivos.

Os números indicam que 14% desses anos de vida ganhos são entre crianças menores de 15 anos, 50% entre pessoas de 15 a 45 anos e 36% entre pessoas com 50 anos ou mais.

Mortes por AIDS no Brasil

Os números mostram que as mortes provocadas por HIV/AIDS no Brasil diminuíram a um ritmo de 1,5% entre 2000 e 2013, enquanto as mortes por tuberculose foram reduzidas a uma taxa de 3,7%.

A pesquisa cita o Brasil como um país de vanguarda na luta global para garantir acesso a medicamentos antirretrovirais, mas destaca que é preciso fazer mais para salvar as 10 mil vidas perdidas para o HIV todos os anos, desde os anos 90.

A estimativa é que, em 2013, foram registrados 92 casos de tuberculose para cada 100 mil habitantes, enquanto os casos de HIV/AIDS anotados no mesmo período foram de 12 novas infecções para cada 100 mil habitantes - a maioria homens.

De forma bastante preocupante, contudo, relatório de uma agência da ONU divulgado na semana passada mostra um alarmante aumento de infecções por HIV no Brasil nos anos recentes.


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