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25/01/2013

Sudeste registra maior número de mortes por raios

Com informações do MCT/INPE
Sudeste registra maior número de mortes por raios
O estado de São Paulo lidera o ranking de mortes causadas por raios, com 248 registros, seguido de Minas Gerais, com 113, e Rio Grande do Sul, 112.[Imagem: INPE]

Mortes por raios

A região Sudeste do Brasil registrou o maior número de mortes causadas por raios entre 2000 e 2011.

Do total de 1.488 óbitos no período, 414 aconteceram nessa parte do país. O número é bem superior aos de outras regiões brasileiras.

Nesse período, as descargas elétricas atmosféricas foram responsáveis pela morte de 297 pessoas no Norte, 278 no Centro-Oeste e 260 no Nordeste do país.

É o que aponta relatório do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Elat/Inpe).

Raios por estado

O estado de São Paulo lidera o ranking de mortes nesses anos, com 248 registros, seguido de Minas Gerais, com 113, e Rio Grande do Sul, 112.

Segundo o Elat, a cada 50 mortes por raios no mundo, uma é no Brasil, o que faz do país o campeão em fatalidades (também é o primeiro em número de descargas).

Os resultados incluem, ainda, mais de 200 feridos e prejuízos da ordem de R$ 1 bilhão anuais.

Dados do Inpe também revelam a evolução das ocorrências desde o início do século, em que os números apontam para uma redução do número de mortes nos últimos três anos em relação à média do período.

Em 2010 foram registradas 89 mortes, em 2011, 79, e em 2012 (segundo dados preliminares), 85 mortes. No começo do período avaliado, 140 pessoas perderam a vida em 2000, 193 em 2001 e 137 em 2002.

Historicamente, a maior quantidade de raios que ocasionaram óbitos aconteceu no verão. Em 2011, por exemplo, o percentual de registros durante a estação chegou a mais da metade, 53%, e outros 24% se deram na primavera. Do total, 84% dos casos envolveram pessoas do sexo masculino e quase a metade, 42%, indivíduos entre 20 e 39 anos.

Agricultores

Entre as 1.573 ocorrências fatais por descargas elétricas no Brasil (dado preliminar incluindo as estatísticas de 2012), quase um terço aconteceu durante atividades no setor agropecuário, em que trabalhadores foram atingidos ao recolher animais nos campos e ao manusear enxadas, pás, facões e outros instrumentos similares nas plantações.

Segundo o levantamento do Grupo de Eletricidade Atmosférica, 14% das vítimas foram atingidas embaixo de árvores, 10% na cobertura de casa (varandas, toldos etc.) e 10% dentro da residência.

Outros 9% foram atingidos por raios quando praticavam esporte, principalmente em campos e quadras de futebol, e 3% dentro do mar ou na areia da praia.

O restante dos casos fatais aconteceu em circunstâncias diversas, como na construção civil e em enchentes.

Uma cartilha traz orientações para proteção nessas situações. Segundo o grupo do Inpe, é possível evitar 80% das circunstâncias em que acontecem as mortes.

Raios no Brasil

Dos 57,8 milhões de raios registrados por ano no Brasil, 11 milhões incidem no Amazonas, 7,4 milhões, no Pará, e 6,8 milhões, em Mato Grosso, pela média de 2000 a 2009.

Considerada a densidade (ou seja, proporcionalmente ao território), os estados sulinos ficam à frente: Rio Grande do Sul, com 18,4 raios por quilômetro quadrado (anualmente), seguido de Santa Catarina, com 12,3.


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