Dinheiro: Mulheres associam com amor, homens com liberdade

Mulheres associam dinheiro com amor, homens com liberdade
Estudos dão razão ao ditado popular de que o dinheiro não traz felicidade: alguns indicam que o dinheiro corrompe, mas o tempo salva, e que, quando o assunto é felicidade, o respeito importa mais do que dinheiro, enquanto outros chegam a questionar se o dinheiro não tornaria as pessoas más.
[Imagem: Wikimedia]

Irracionalidade econômica

Apesar de séculos de teorias econômicas e psicológicas, os seres humanos não parecem ser nada racionais quando se trata do dinheiro.

A novidade é que homens e mulheres parecem sucumbir de modos diferentes à sedução da grana.

Adrian Furnham e seus colegas da Universidade College de Londres pesquisaram mais de 100.000 indivíduos a respeito das suas emoções quando lidam com o dinheiro ou com a falta dele.

Os questionários aplicados aos voluntários incluíam perguntas tais como se eles costumam comprar coisas quando se sentem ansiosos, entediados ou chateados, além de questões para detectar se eles sentem culpa, orgulho ou poder em relação ao dinheiro.

Emoções econômicas

As respostas permitiram estabelecer quatro categorias principais de associações com o dinheiro: segurança, poder, amor e liberdade.

Ao analisar os resultados, contudo, ficaram claras as diferenças entre os homens e as mulheres quanto ao enquadramento em cada uma dessas categorias.

Em média, as mulheres associam o dinheiro ao amor e às emoções duas vezes mais do que os homens. E os homens associam o dinheiro ao poder e à liberdade igualmente duas vezes mais dos que as mulheres.

Patologia do dinheiro

Segundo a equipe, "as mulheres apresentaram mais 'patologia do dinheiro' do que os homens" - uma perda do autocontrole quando o assunto é gastar dinheiro.

"A maior diferença [entre os gêneros] foi na associação do dinheiro com a generosidade (o dinheiro representando o amor), onde os homens tiveram índices muito menores do que as mulheres, e na autonomia (o dinheiro representando a liberdade), onde os homens pontuaram mais do que as mulheres," escreveram os pesquisadores.

A equipe afirma esperar que a identificação de características específicas na maneira como como cada sexo lida com o dinheiro possa ajudar homens e mulheres a "obterem um melhor controle dos seus sentimentos financeiros".


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