Mulheres dão mais importância ao trabalho do que homens

Mulheres dão mais importância ao trabalho do que homens
Estudo sobre o significado do trabalho nos setores público e privado aponta que as mulheres passaram a valorizar mais o trabalho em ambos os setores.
[Imagem: Wikimedia/Cyberuly]

Importância do trabalho

As mulheres consideram o trabalho mais central na vida do que os homens.

Há 30 anos não se poderia afirmar isso, mas um estudo da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP sobre o significado do trabalho nos setores público e privado aponta que as mulheres passaram a valorizar mais o trabalho em ambos os setores.

Significado do trabalho

O responsável pela pesquisa Significado do trabalho: estudo nos setores público e privado, Sérgio Hideo Kubo, conta que passou um questionário a 304 pessoas, 159 do setor público e 145 do setor privado. Os participantes eram, em sua maioria da cidade de São Paulo, com um curso de graduação e idade entre 25 e 60 anos.

O questionário abrangia quatro áreas sobre o significado do trabalho: a centralidade do trabalho na vida em si e com relação à família, lazer, comunidade e religião; o que a sociedade cobra da pessoa (que trabalhe, que economize etc); o que a pessoa exige da sociedade (boa educação, boas condições de trabalho etc); e por último, os objetivos e resultados que as pessoas esperam do trabalho (renda, status, relacionamento interpessoal, trabalho interessante, autonomia etc).

O pesquisador observou que no setor público, os trabalhadores valorizam mais aprender coisas novas, ter autonomia e os contatos interessantes; já no setor privado, os entrevistados afirmaram valorizar mais o ambiente físico, o relacionamento interpessoal, que o trabalho seja interessante e que recebam um bom salário.

Centralidade do trabalho

Com relação à centralidade do trabalho, no setor privado as esferas da vida que os participantes colocaram como de maior importância, foram na ordem: família (55%), trabalho (29%), lazer (12%), religião (3%) e comunidade (1%). No setor público, a ordem de importância foi a mesma, mas com porcentagens diferentes: família (53%), trabalho (21%), lazer (19%), religião (5%) e comunidade (2%).

Kubo pôde concluir também que, no setor público, os trabalhadores veem mais o trabalho como sentido da vida, já no setor privado são mais valorizados os objetivos e resultados do trabalho.

Mulheres solteiras com boa educação

Pelas respostas do questionário, o pesquisador conseguiu fazer relações entre outras características dos entrevistados, tais como: religiosidade, gênero e estado civil. Ele observou que os mais centrados no trabalho são: mulheres, solteiros e os de maior escolaridade.

A hipótese que Kubo levantou para o resultado de as mulheres terem passado a dar mais importância ao trabalho é o fato de que há 30 anos elas não estavam tão inseridas no mercado e não tinham tantas oportunidades.

Kubo também comparou as pessoas que afirmavam estar mais satisfeitas com a vida e as que estavam menos satisfeitas. As que têm maior satisfação dão mais importância às normas sociais e ao significado ao trabalho como um todo e as menos satisfeitas valorizam mais os objetivos do trabalho. O pesquisador considera que esse levantamento mostra um pouco sobre qual é o perfil do trabalhador atual, mas espera que outras pesquisas possam detalhar ainda mais esse perfil.


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