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22/08/2014

Mulheres que masculinizam currículos conseguem mais emprego

Redação do Diário da Saúde
Mulheres que masculinizam currículos conseguem mais emprego
Mulheres que enfatizaram qualidades masculinas durante entrevistas de emprego foram avaliadas como mais adequadas para o cargo.[Imagem: Michigan State University]

Preconceito na contratação

Mulheres que estejam se candidatando a um emprego em campos dominados por homens devem considerar seriamente a inclusão de suas qualidades masculinas em seus currículos.

O conselho é da Dra. Ann Marie Ryan, da Universidade do Estado de Michigan (EUA), cuja equipe fez uma série de estudos sobre os preconceitos no processo de contratação de candidatos a um emprego.

Em um experimento de laboratório, as mulheres que se descreveram com traços tipicamente considerados masculinos - assertividade, independência, orientação para realizações - foram avaliadas como mais adequadas para o trabalho do que aquelas que enfatizaram traços tipicamente femininos - cordialidade, comportamento colaborativo e acolhedor.

"Nós descobrimos que a 'masculinização' parece ser uma estratégia eficaz, porque ela era vista como necessária para o trabalho," disse Ryan.

Esses resultados refutam a ideia de que as mulheres que enfatizam traços contrários aos estereótipos podem enfrentar uma reação negativa pela não-conformidade com os papéis de gênero esperados.

Discriminação na contratação para emprego

Segundo a pesquisadora, ao contratar para uma posição de liderança em um campo predominantemente masculino, como engenharia, os tomadores de decisão parecem estar à procura de candidatos que carreguem o piano, independentemente do sexo.

Como há amplas evidências que há uma discriminação na contratação para determinados empregos em relação às mulheres, às minorias e aos trabalhadores mais velhos, Ryan afirma que é hora de começar a focar em por que a discriminação ocorre - e o que um candidato a emprego pode fazer para combatê-la.

Ela está realizando pesquisas semelhantes focando grupos como minorias étnicas e pessoas com deficiência.

O estudo sobre as "masculinização dos currículos das mulheres" foi publicado na revista Psychology of Women Quarterly.


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