Mutação em célula-tronco interrompe teste para curar cegueira

Células iPS

Um estudo com células-tronco foi interrompido depois que mutações genéticas foram descobertas nas células de um dos participantes.

Uma das mutações detectadas aumenta o risco de câncer.

O estudo é o primeiro a explorar se a células conhecidas como células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) poderiam ser utilizadas para tratar doenças.

Essas células são produzidas a partir das células da pele do indivíduo, usando um coquetel de produtos químicos para levá-las de volta a um estado de pluripotência, similar ao das células-tronco autênticas. A seguir, elas são convertidas no tipo necessário de célula e transplantadas de volta no mesmo paciente.

Células-tronco contra cegueira

No ensaio clínico agora interrompido, as células da pele foram transformadas em células da retina, numa tentativa de reverter o dano causado aos olhos pela degeneração macular relacionada com a idade, que leva à perda de visão e pode causar cegueira.

Segundo o Dr. Masayo Takahashi, do Centro Riken de Biologia do Desenvolvimento (Japão), responsável pelo ensaio, a mutação foi descoberta nas células antes do transplante para o segundo paciente.

A análise das células do primeiro paciente revelou seis mutações. Três eram genes que tinham sido suprimidos e três eram alterações em genes, incluindo uma em um oncogene - um gene com o potencial para causar câncer, ainda que associado com um risco baixo.

As mutações não foram detectadas nas células da pele originais, o que sugere que elas ocorreram como resultado do processo de geração das células-tronco pluripotentes induzidas (iPS).


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