Nanopílulas liberam medicamentos diretamente dentro das células

Nanopílulas liberam medicamentos diretamente dentro das células
As nanopílulas são materiais bacterianos, que recebem sua carga de medicamentos - proteínas ou outras moléculas - e as levam diretamente ao interior das células.
[Imagem: Universitat Autonoma de Barcelona]

Nanopílulas

Cientistas espanhóis desenvolveram um novo veículo para liberar proteínas com efeitos terapêuticos no organismo.

Eles batizaram o novo mecanismo de nanopílulas.

Esses veículos de transporte de drogas são conhecidos como corpúsculos de inclusão bacterianos, nanopartículas estáveis e insolúveis, que normalmente são encontrados em bactérias recombinantes.

Apenas para se ter uma ideia das dimensões envolvidas, uma nanopartícula está para uma bola de futebol, assim como uma bola de futebol está para a Terra inteira.

Cada nanopílula não carrega mais do que algumas poucas proteínas, e funciona em nível celular.

Corpúsculos de inclusão

Os corpúsculos de inclusão têm sido tradicionalmente um obstáculo à produção industrial de enzimas solúveis e biofármacos.

Mais recentemente, contudo, descobriu-se que eles possuem grandes quantidades de proteínas funcionais, com possibilidade de uso direto em aplicações industriais e biomédicas.

Antoni Villaverde e seus colegas da Universidade Autônoma de Barcelona decidiram testar o valor dessas nanopartículas como nanopílulas naturais, com uma forte capacidade para penetrar nas células e realizar atividades biológicas.

O conceito de nanopílula representa uma plataforma nova e promissora para a administração de medicamentos, ainda que o uso de materiais microbianos na Medicina exigirá testes de segurança - o conceito só foi testado em laboratório até agora.

Curando células

Os investigadores "empacotaram" quatro proteínas, contendo diferentes efeitos terapêuticos, em suas nanopílulas experimentais, os corpúsculos de inclusão da bactéria Escherichia coli.

Eles colocaram as bactérias em contato com culturas de células de mamíferos sob condições semelhantes às encontradas em patologias clínicas reais - células "doentes", com baixa viabilidade.

O resultado foi positivo, recuperando a atividade das células doentes.

Os resultados e a descrição do mecanismo da nanopílula foram publicados na última edição da revista Advanced Materials.


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