Nanotecnologia ajuda a minimizar efeitos da quimioterapia

Nanotecnologia ajuda a minimizar efeitos da quimioterapia
O composto reforçador é levado ao organismo por meio de nanopartículas acondicionadas no interior de microesferas de poliestireno - as nanopartículas são pequenas o suficiente para adentrarem às células.
[Imagem: Bradley Research Group]

Paládio

Cientistas da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, desenvolveram um mecanismo que pode ajudar a reduzir os efeitos colaterais da quimioterapia, como perda de cabelo e enfraquecimento do sistema imunológico.

O dispositivo fornece pequenas quantidades de paládio às células doentes.

Muitas reações bioquímicas intracelulares são controladas pelos metais de transição, geralmente na forma de metaloproteínas.

O paládio não é encontrado naturalmente no corpo humano, mas ele induz reações químicas sem alterar as funções celulares normais, como a produção de proteínas e o metabolismo energético.

Isso permite que os potentes medicamentos contra o câncer sejam ativados no local do tumor, mas evitando danos às partes saudáveis do organismo.

Microesferas plásticas

O composto reforçador é levado ao organismo por meio de nanopartículas acondicionadas no interior de microesferas de poliestireno - as nanopartículas são pequenas o suficiente para adentrarem às células.

Este desenvolvimento, embora ainda esteja em seus estágios iniciais, pode abrir caminho para a aplicações dos tratamentos somente onde eles são necessários no corpo, afirmam os cientistas, e também poderá ser usado para inserir corantes e contrastes em órgãos para a realização de exames.

"Esta técnica potencialmente nos dá a capacidade de levar as drogas para o local exato onde elas são necessárias, por exemplo, alvejando tumores cancerígenos," diz o Dr. Mark Bradley, coordenador do estudo.


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