Nanotubos de titânio otimizam osseointegração de implantes

Nanotubos de titânio otimizam osseointegração de implantes
"Quando a película é depositada sobre o titânio, os nanotubos irão abrigar as células ósseas que poderão crescer no seu interior."
[Imagem: Alain Robin/EEL]

Titânia

Pesquisadores brasileiros descobriram uma forma de melhorar a integração dos implantes metálicos com os ossos, a chamada osseointegração.

Alain Robin e sua equipe da Escola de Engenharia de Lorena, da USP, desenvolveram nanotubos de óxido de titânio (TiO2), estruturas tão pequenas que só podem ser vistas através de microscópios eletrônicos de alta resolução.

Eles fabricaram uma fina película do material - chamado titânia - medindo entre 500 nanômetros e 3 micrômetros de espessura.

"Quando a película é depositada sobre o titânio, os nanotubos irão abrigar as células ósseas que poderão crescer no seu interior", explica o pesquisador.

O próximo passo é efetuar os testes biológicos para verificar o crescimento das células no interior do material.

Anodização

O novo material foi obtido por uma técnica chamada anodização, já usada com sucesso em implantes dentários.

A anodização é um processo eletroquímico baseado na eletrólise. Numa célula eletroquímica é colocada uma solução inorgânica ou orgânica contendo íons fluoretos, que podem ser de sódio, de amônia, ou ácido fluorídico. "As soluções para se obter os nanotubos precisam conter fluoretos", explica o pesquisador.

Dentro do líquido, é colocado o corpo de prova de titânio juntamente com um eletrodo de platina. A partir daí está montado um circuito elétrico com uma fonte de corrente contínua, sendo o titânio o polo positivo e a platina o negativo. "Em seguida aplicamos uma diferença de potencial elétrico para a formação da titânia [óxido de titânio] na forma de uma película", conta Robin.

A equipe também está analisando diversas ligas metálicas além do titânio,


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