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10/08/2015

Neurônios como você nunca viu antes

Redação do Diário da Saúde

Imagens dos neurônios

No começo do século 20, um neurocientista espanhol chamado Santiago Ramón y Cajal criou imagens intrincadas de neurônios interligados que mudaram a ciência do cérebro para sempre.

Suas ilustrações caprichadas ajudaram os cientistas a entender alguns fatos fundamentais sobre o cérebro - por exemplo, que os neurônios compridos, que se comunicam por espaços entre eles chamadas sinapses, são a unidade básica do nosso sistema nervoso.

Agora, uma equipe internacional de pesquisadores criou um novo sistema para gerar imagens e analisar os neurônios em uma escala muito mais fina, com o que se espera um novo salto nas neurociências, do desenvolvimento do cérebro nas crianças até transtornos mentais nos adultos.

"A complexidade do cérebro é muito maior do que jamais imaginamos," disse Narayanan Kasthuri, da Universidade de Boston (EUA) e principal autor das novas imagens. "Nós tínhamos uma ideia de neurônios se conectando ordenadamente uns com os outros, mas se você olha para as imagens, na verdade não é bem assim."

Neurônios em alta resolução

Neurônios como você nunca viu antes
Esta é a imagem mais detalhada já feita dos neurônios cerebrais. As partes numeradas, em amarelo, são sinapses, espaços por meio dos quais os neurônios se comunicam por meio de compostos químicos chamados neurotransmissores. [Imagem: Kasthuri, et al./Cell 2015]

O trabalho derruba uma suposição antiga, conhecida como "Regra de Peter", que, se dois neurônios estão perto um do outro, eles provavelmente formarão sinapses para se comunicar. Parece lógico, mas Kasthuri e seus colegas mostraram que isso é falso, pelo menos na parte específica que foi estudada do cérebro dos camundongos, uma parte do córtex que recebe informações sensoriais dos bigodes do animal.

"Só porque dois neurônios passam muito tempo juntos não significa que eles estabelecem uma conexão", disse Kasthuri. "Agora essa é a regra para esta parte do cérebro dos mamíferos adultos. Pode ser que em diferentes partes do cérebro, ou no cérebro de um bebê, cada neurônio esteja se conectando com seus vizinhos. É por isso que nós queremos fazer imagens como essas em outros cérebros e em um recém-nascido para descobrir isso. "


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