Nobel de Medicina acredita em fim da transmissão da AIDS

Fim da transmissão da AIDS

Será possível impedir a transmissão da AIDS em poucos anos, transformando-a em uma doença comum. Esta é a opinião dos ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina deste ano.

Luc Montagnier e Françoise Barre-Sinoussi, franceses, dividiram metade do Prêmio Nobel de Medicina de 2008 pela descoberta do vírus HIV. A outra metade do prêmio coube ao alemão Harald zur Hausen, pela descoberta da conexão entre o papiloma humano e o câncer cervical.

Não sabemos tudo

Em uma entrevista coletiva, os pesquisadores afirmaram que o público em geral e muitos políticos acreditam que eles sabem de tudo. "Evidentemente existe entre muitos políticos e algumas outras pessoas a idéia de que a gente sabe tudo, o que obviamente é bobagem. Mas não podemos ignorar isso", disse zur Hausen.

Os cientistas acreditam ser importante o seu papel de disseminação do conhecimento e de alerta a esses políticos sobre a importância de se manterem os investimentos para as pesquisas médicas.

Vacina e cura da AIDS

Os ganhadores do Prêmio Nobel comemoraram as descobertas já feitas com relação ao HIV, à AIDS e a outras doenças, mas foram cautelosos no tocante às descobertas futuras. Para eles, não há promessas a fazer sobre uma vacina contra a AIDS e menos ainda com relação à cura da doença.

Segundo eles, há muitas formas de redução dos efeitos da AIDS e de limitar sua extensão, através de medidas simples de higiene genital, melhora da nutrição e estímulo do sistema imunológico, além das tradicionais medidas de prevenção.

Fim da transmissão da AIDS

"Espero assistir ainda durante minha vida à erradicação, se não da epidemia de Aids, pelo menos da contaminação... Isso pode ser conseguido," disse Montagnier

Há uma crescente preocupação entre cientistas de que a crise financeira global possa levar alguns países a diminuir os investimentos no combate a doenças como a AIDS, a tuberculose e a malária.


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