Norovírus fazem novas vítimas em navios

Norovírus a bordo

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) anunciou que os casos de diarreia e vômito que atingiram passageiros de mais um navio aportado no Rio de Janeiro foram associados aos norovírus.

Apesar de ser pouco conhecido do público, este vírus transmitido por água e alimentos contaminados é um importante causador de gastroenterites não bacterianas no Brasil e no mundo.

Diferentemente de outros vírus causadores de gastroenterites (como o rotavírus), o norovírus afeta com frequência indivíduos adultos. A transmissão de pessoa para pessoa ocorre com facilidade.

Fonte da infecção

Esses vírus estão muito associados a surtos em locais confinados ou de contato próximo, numa mesma família, em navios, asilos e ambientes hospitalares, por exemplo.

"Os norovírus hoje são um problema mundial, por sua rápida transmissão e difícil controle. Eles são responsáveis pela grande maioria dos surtos de gastroenterites que ocorrem em navios", afirma o virologista José Paulo Gagliardi Leite.

A facilidade de transmissão, a baixa dose infecciosa (10-100 partículas) e a alta resistência no ambiente dificulta muito o controle de surtos.

Nestes casos, deve-se buscar a fonte da contaminação e combatê-la.

Os cuidados mínimos de higiene, como a lavagem adequada das mãos, são fundamentais para evitar a transmissão dos norovírus.

Gastroenterites

Como os norovírus apresentam elevada diversidade genética, o período de imunidade de uma pessoa à infecção pelo mesmo genótipo é baixo, já que as reinfecções provavelmente se darão por outros genótipos ou variantes genotípicos de norovírus.

As gastroenterites virais são transmitidas por meio de água contaminada, alimentos manipulados por pessoas infectadas ou contato direto com o material fecal de uma pessoa doente.

Existem diversos vírus responsáveis pela etiologia das gastroenterites, com destaque para rotavírus da espécie A, norovírus, adenovírus entéricos e astrovírus. Os sintomas mais comuns são diarreia, vômito, febre e dores abdominais e de cabeça.

A recomendação central é evitar a desidratação e procurar auxílio médico. A gravidade pode variar de pessoa para pessoa, mas, em geral, os sintomas costumam desaparecer depois de dois ou três dias.


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