Nova forma de vida descoberta na saliva humana

Nova forma de vida descoberta na saliva humana
Embora descobrir uma nova forma de vida associada a doenças humanas possa parecer preocupante, na verdade é uma boa notícia, já que se trata de um novo alvo para tentar tratar essas doenças.
[Imagem: Jeffrey S. McLean]

Bactéria que ataca bactéria

Cientistas descobriram, na saliva humana, bactérias parasitas que são inteiramente dependentes das outras bactérias que infectam.

Apesar de estarem tão próximas - na verdade dentro de nós -, é a primeira vez que se identifica essa que é, essencialmente, uma nova forma de vida até agora desconhecida.

Até hoje só se conhecia uma outra estirpe de bactéria que pode infectar outras bactérias, a Bdellovibrio, mas se trata de uma célula de vida livre e independente, que persegue sua presa. O organismo recém-descoberto tem um número muito pequeno de genes e depende inteiramente do seu hospedeiro.

Ainda que pareçam estar associadas com várias doenças humanas, incluindo problemas periodontais, fibrose cística e com a resistência antimicrobiana, as minúsculas células passaram despercebidas pelos cientistas até agora.

Embora descobrir uma nova forma de vida associada a doenças humanas possa parecer preocupante, na verdade é uma boa notícia, já que se trata de um novo alvo para tentar tratar essas doenças.

Bactéria na saliva

O parasita prejudicial aos seres humanos passou despercebido durante todos esses anos de estudos porque é difícil cultivá-lo e estudá-lo em laboratório. Eles só podem ser observados se estiverem presentes quando for feito um cultivo da bactéria que atacam.

"São bactérias ultra-pequenas que vivem na superfície de outras bactérias," justifica o professor Jeff McLean, da Universidade de Washington, que descobriu os organismos ao procurar por novas estirpes de bactérias em amostras de saliva humana.

A bactéria ataca outra bactéria, a Actinomyces odontolyticus, juntando-se à sua membrana externa e drenando seus nutrientes. Conforme a infecção progride, podem-se formar orifícios na membrana da Actinomyces, que então morre.

Os primeiros dados indicam que a nova espécie têm um papel importante em várias doenças humanas.

A equipe do professor McClean já comprovou a existência de altas concentrações do DNA da nova bactéria em pessoas que têm fibrose cística, uma doença hereditária ainda sem cura. Os estudos vão prosseguir para confirmar a associação do patógeno com outras doenças.


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