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10/12/2014

Nova substância reduz em até 80% a dor inflamatória

Com informações da Agência Fapesp
Nova substância reduz em até 80% a dor inflamatória
A nova droga tem como alvo um peptídeo conhecido como C5a, um componente do "sistema do complemento", que desempenha papel mediador na dor inflamatória. [Imagem: Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias]

Menos efeitos colaterais

Uma nova substância, por enquanto conhecida apenas como DF2593A, apresentou em testes com animais uma capacidade de reduzir em até 80% a dor resultante de quadros inflamatórios agudos e crônicos.

Em modelos de dor neuropática, causada por lesão nos nervos, o índice de redução da dor chegou a 60%.

A pesquisa está sendo conduzida pela equipe do Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias em parceria com o laboratório farmacêutico italiano Dompé.

"Estamos, no momento, realizando os testes toxicológicos e, caso sejam bem-sucedidos, poderemos planejar ensaios clínicos. Nosso objetivo é desenvolver um novo medicamento para dor com menos efeitos adversos que os anti-inflamatórios hoje disponíveis," disse Thiago Mattar Cunha, professor da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto (SP).

Dor inflamatória e dor fisiológica

A nova droga tem como alvo um peptídeo conhecido como C5a, um componente do "sistema do complemento", que desempenha papel mediador na dor inflamatória.

"O sistema do complemento é um conjunto de proteínas plasmáticas que se ativam por meio de uma reação em cascata, isto é, cada componente ativado é capaz de ativar o outro componente do sistema. Isso ocorre durante processos inflamatórios ou infecciosos", explicou Cunha.

Foram feitos ensaios de farmacocinética, nos quais os pesquisadores observaram que o composto é absorvido por via oral e permanece no plasma sanguíneo por pelo menos 12 horas após a administração.

O passo seguinte foi tratar por via oral diversos modelos animais de inflamação crônica e aguda. A dor neuropática pode ser causada por doenças como diabetes ou efeitos adversos de drogas quimioterápicas. Já as dores inflamatórias crônicas são comuns em quadros de artrite reumatoide e artrose.

"O mais interessante é que o composto foi capaz de bloquear a dor inflamatória sem afetar a dor fisiológica, que é importante para a sobrevivência. Ou seja, a capacidade de resposta a um estímulo doloroso se manteve nos animais não inflamados quando tratados com DF2593A, o que não acontece quando se administra derivados de morfina, por exemplo", comentou Cunha.


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