Nova tecnologia aumenta potencial de uso terapêutico das células tronco de cordão umbilical

Transplante de sangue do cordão umbilical

O inibidor CD26 aumenta a eficiência e a resposta do sangue do cordão umbilical para transplantes de medula óssea e pode melhorar o tratamento para pacientes com câncer no sangue, de acordo com uma pesquisa feita no Centro Médico da Universidade de Rush, Estados Unidos.

O Dr. Kent W. Christopherson II está pesquisando o inibidor CD26, uma pequena enzima inibidora que melhora o direcionamento das células tronco para a medula óssea, melhorando a resposta das células tronco do doador ao sinal natural de homing. Homing (voltar para casa) é o processo pelo qual as células tronco doadas encontram seu caminho rumo à medula óssea. É o primeiro e essencial passo no transplante de células tronco.

Fonte alternativa de células tronco

O sangue do cordão umbilical está sendo cada vez mais utilizado em centros de transplantes como uma fonte alternativa de células tronco para o tratamento de cânceres de sangue, incluindo mieloma, linfoma e leucemia.

As células, que são coletadas do cordão umbilical logo depois do nascimento do bebê, são separadas do cordão, a maioria sendo utilizada para transplante de medula óssea quando não há doadores compatíveis na família ou fora dela.

Desvantagens das células tronco do cordão umbilical

A grande desvantagem de se usar as células tronco do cordão umbilical está em seu volume limitado e no pequeno número de células tronco, sendo possível fazer-se uma coleta suficiente para um transplante apenas para uma criança ou um adulto pequeno.

As células tronco do cordão umbilical também geralmente levam muito tempo para se enxertar, deixando o paciente sob alto risco de contrair infecções, mais do que quando se faz um transplante de medula de um doador compatível ou de células tronco sangüíneas periféricas.

Eficiência do transplante

O objetivo da pesquisa de Christopherson é aumentar a eficiência do transplante de sangue do cordão umbilical e, em última instância, tornar o transplante mais seguro e disponível para todos os pacientes que necessitam do tratamento.

As pesquisas com o inibidor CD26 foram feitas em modelos animais e ainda deverão obter aprovação para testes em pacientes humanos.


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