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24/03/2014

Cientistas mobilizam-se para colocar no mercado novo antibiótico contra tuberculose

Redação do Diário da Saúde

Pesquisadores suíços e russos descobriram um novo antibiótico para a tuberculose extremamente promissor.

O novo medicamento é especialmente eficaz contra as estirpes multirresistentes da doença.

Em um artigo publicado na revista EMBO Molecular Medicine, os pesquisadores mostram que, quando combinado com outras drogas, o novo antibiótico PBTZ169 pode destruir até mesmo as cepas mais resistentes da bactéria da tuberculose.

Para quem mais precisa

O maior destaque, porém, vem da ação que os pesquisadores tomaram a seguir para tentar levar o novo antibiótico para quem mais precisa dele.

A equipe formou uma fundação, batizada de IM4TB, com apoio do Instituto Politécnico Federal de Lausanne, na Suíça, com o objetivo de trazer o novo tratamento para o mercado.

Este passo incomum - geralmente os cientistas correm para patentear suas criações - foi tomada porque, tradicionalmente, a transferência de tecnologia da academia para a indústria farmacêutica não funciona bem no caso da tuberculose.

As empresas alegam que colocar o medicamento no mercado - os chamados custos de desenvolvimento - são muito altos.

E os países mais afetados pela tuberculose geralmente mal conseguem manter suas próprias infraestruturas de saúde, e não se tornariam bons clientes das indústrias.

Mesmo que a tuberculose mate mais de 1,5 milhão de pessoas a cada ano, o mercado não apresenta o custo-benefício exigido pelas empresas farmacêuticas.

PBTZ169

Segundo a equipe, o PBTZ169 é extremamente promissor.

Ele ataca o ponto forte da bactéria, a parede celular, que forma um escudo impenetrável para os antibióticos e o sistema imunológico do paciente.

Localizada no campus do Instituto, a Fundação IM4TB planeja começar os testes do novo antibiótico contra tuberculose em humanos dentro de um ano.

Para isso, a equipe já obteve a colaboração da Universidade de Hospitais de Lausanne (CHUV).


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