Novo modelo para testar eficácia de remédios e tratamentos

Eficácia de medicamentos e tratamentos

"Os testes clínicos realizados para aferir a eficácia de novos medicamentos têm uma relevância muito limitada para a prática clínica diária, e por isso devem ser mudados."

Esta é a conclusão de um estudo publicado pelo New England Journal of Medicine, liderado pelos professores Jorgen Vestbo e Ashley Woodcock, da Universidade de Manchester (Reino Unido).

E a equipe não fica apenas na crítica: Eles detalham um novo método de teste de eficácia de medicamentos e tratamentos que coloca a experiência clínica dos pacientes no cerne do processo.

Testes personalizados e abertos

Em lugar da tradicional coorte aleatória, com base na seleção randomizada dos voluntários, o processo idealizado pela equipe utilizou pacientes específicos e representativos, recrutados diretamente dos consultórios médicos nos quais eles estavam sendo tratados para a doença específica que o novo medicamento pretende tratar - a equipe trabalhou com pacientes de doença pulmonar obstrutiva crônica.

Foram recrutados 2.799 pacientes de 75 consultórios médicos. Os médicos foram envolvidos no processo para assegurar que o estudo não apenas teria acesso a pacientes especificamente com a condição, mas também que os cuidados clínicos a que eles estavam sendo submetidos fossem levados em consideração.

Ou seja, o estudo foi desde o princípio feito em um ambiente clínico real e pessoal, ao contrário do modelo de estudo de eficácia tradicional, em que tudo deve ser aleatório e duplo cego.

Resultados válidos

"Nossos resultados contestam a transferência automática dos resultados de estudos de eficácia para as diretrizes clínicas ou para a prática clínica diária.

"O envolvimento dos médicos permitiu à equipe criar um ambiente não supervisionado para os pacientes, permitindo que fatores importantes no cuidado clínico habitual - como a adesão ao tratamento, a frequência da dosagem e a adoção de boas técnicas de inalação - influenciassem os resultados do estudo.

"Isto é muito diferente do modelo tradicional, mas acreditamos que oferece um conjunto mais preciso de resultados relativos à eficácia e à segurança de novos medicamentos e tratamentos," resumiu o professor Vestbo.


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