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14/08/2012

Descobrindo novos usos de velhos medicamentos

Redação do Diário da Saúde

Reciclagem

A indústria farmacêutica parece ter chegado a uma encruzilhada, com uma queda vertiginosa na descoberta de novos medicamentos nas últimas décadas.

Estimativas dão conta de que colocar um único medicamento no mercado pode custar US$1 bilhão.

Em vista disso, cientistas agora estão propondo que os esforços se dirijam para a descoberta de novos usos dos medicamentos já aprovados, ou seja, converter medicamentos aprovados para uma doença para que eles sejam usados para combater outras doenças.

Feliz acaso

Em um artigo publicado no Journal of Medicinal Chemistry, Sivanesan Dakshanamurthy e seus colegas explicam que as empresas farmacêuticas devem limitar os esforços para comercialização de novos medicamentos porque a forma atual de fazer isso é cara, demorada e sujeita a falhas.

Já existem vários casos de medicamentos desenvolvidos para uma finalidade e que acabam se mostrando úteis para outros. Mas essas "descobertas" devem-se mais ao acaso do que a pesquisas rigorosas.

Para tentar melhorar isso, Dakshanamurthy desenvolveu uma técnica que eles chamaram de TMFS ("Train-Match-Fit-Streamline"), baseada em análises de computador.

Essencialmente, o programa usa 11 fatores para comparar as possibilidades de que um determinado medicamento tenha alguma relação com uma determinada doença, para a qual ele não foi projetado.

Resultados questionáveis

Os testes do programa deram alguns resultados positivos.

A equipe concluiu que o Celebrex, um medicamento contra dores e inflamações, tem uma assinatura química e uma arquitetura molecular que sugerem que ele possa funcionar contra algumas formas de câncer.

Outro medicamento parece apresentar possibilidades de ação contra o câncer, inibindo o crescimento dos vasos sanguíneos nos tumores.

Infelizmente, o problema pode ser mais difícil de resolver do que simplesmente rodar um programa.

A identificação dos medicamentos candidatos a reaproveitamento eliminará apenas a etapa de toxicidade, exigindo todos os demais testes de adequação, sobretudo com relação aos efeitos colaterais.


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