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01/05/2014

Obesidade mantém-se estável no Brasil

Com informações do Ministério da Saúde

Pela primeira vez em oito anos consecutivos, o percentual de excesso de peso e de obesidade se manteve estável no Brasil.

A pesquisa Vigitel 2013 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) indica que 50,8% dos brasileiros estão acima do peso ideal e que, destes, 17,5% são obesos.

Os resultados interrompem a média de crescimento de 1,3 ponto percentual ao ano que vinha sendo registrada desde a primeira edição do estudo, realizada em 2006, quando a proporção de pessoas acima do peso era de 42,6% e de obesos era de 11,8%.

A proporção de obesos entre homens e mulheres é a mesma: 17,5%. No entanto, em relação ao excesso de peso, os homens acumulam percentuais mais expressivos, 54,7% contra 47,4% das mulheres.

A escolaridade mostrou-se um forte fator de proteção entre o público feminino. O percentual de excesso de peso entre as mulheres com até oito anos de estudo é de 58,3%. Já entre as mulheres com escolaridade de no mínimo 12 anos, esse percentual cai para 36,6%.

Obesidade mantém-se estável no Brasil
Ainda é cedo para dizer se há uma tendência de estabilização da taxa de sobrepeso e obesidade entre os brasileiros. [Imagem: Ministério da Saúde]

Alimentação e exercícios

O estudo mostrou ainda uma queda de 28% no total de fumantes entre a população brasileira acima de 18 anos nos últimos oito anos.

E há outras boas notícias.

Os dados apontam um aumento de 11% em cinco anos no percentual da atividade física no lazer, passando de 30,3%, em 2009, para 33,8% em 2013. Os homens são os mais ativos: 41,2% praticam exercícios em seu tempo livre, enquanto em 2009 eram 39,7%. Entretanto, o aumento da prática de exercícios entre as mulheres foi maior, passando de 22,2% para 27,4%.

Forte aliado na prevenção de doenças, o consumo recomendado de frutas e hortaliças também registrou aumento de 18% em oito anos. Atualmente, 19,3% dos homens e 27,3% das mulheres comem cinco porções por dia de frutas e hortaliças, quantidade indicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Em 2006, os índices eram de 15,8% e 23,7%, respectivamente.

Apesar desses avanços, o estudo também mostra a existência de diversos hábitos alimentares inapropriados da população.

Um deles é o índice que mostra quantos brasileiros tem o hábito de substituir o almoço ou o jantar por um lanche de baixo valor nutritivo. O indicador mostrou que 16,5% dos brasileiros (12,6% dos homens e 19,7% das mulheres) costumam trocar o almoço ou jantar por lanches como pizzas, sanduíches ou salgados diariamente.

Outro indicador que preocupa é o consumo excessivo de gordura saturada: 31% da população não dispensam a carne gordurosa e mais da metade (53,5%) consome leite integral regularmente. Os refrigerantes também têm consumidores fiéis: 23,3% ingerem esta bebida, no mínimo, cinco dias por semana.


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