Ver:

 Temas
 Enfermidades





RSS Diário da Saúde

Twitter do Diário da Saúde

29/05/2014

Olho biônico começa a ser implantado em pacientes

Redação do Diário da Saúde
Olho biônico começa a ser implantado em pacientes
Os impulsos são transmitidos sem fios para a prótese e o conjunto de eletrodos na superfície da retina. [Imagem: Kellogg Retinal Dystrophy Clinic]

Cirurgiões realizaram os primeiros implantes de uma nova tecnologia que consegue restaurar parcialmente a visão de pacientes cegos.

A retina artificial, ou "olho biônico", que foi aprovada pela FDA (Food and Drug Administration - EUA) no final do ano passado, foi implantada em dois pacientes na Universidade de Michigan.

O olho biônico - chamado Sistema de Prótese Retinal Argus II - foi desenvolvido para pacientes que perderam a visão por retinite pigmentosa, uma doença degenerativa dos olhos.

A retinite pigmentosa é uma doença degenerativa da retina, hereditária, que causa uma lenta mas progressiva perda de visão devido a uma perda gradual das células da retina sensíveis à luz, chamadas cones e bastonetes.

Recuperação e treinamento

Os cirurgiões realizaram o primeiro implante em 16 de janeiro e um segundo implante em 22 de janeiro.

Contudo, o anúncio só foi feito agora porque a prótese de retina não é ativada até que o paciente tenha-se recuperado suficientemente da cirurgia.

Além disso, o paciente deve ser submetido a um treinamento para se adaptar à nova visão, um processo que pode durar de um a três meses.

"Estamos satisfeitos com o progresso de ambos os pacientes neste momento, e estamos esperançosos e otimistas de que a retina artificial lhes permitirá ver objetos, luzes e pessoas diante deles," diz Thiran Jayasundera, que fez os implantes juntamente com seu colega David Zacks.

Como funciona a retina artificial

O olho biônico é implantado cirurgicamente em um dos olhos.

O indivíduo precisa usar óculos equipados com uma câmera que captura as imagens e as converte em uma série de pulsos elétricos fracos.

Os impulsos são transmitidos sem fios para a prótese e o conjunto de eletrodos na superfície da retina.

Esses pulsos estimulam os cones e bastonetes remanescentes na retina, resultando na percepção de padrões de luz no cérebro.

O paciente então aprende a interpretar esses padrões visuais, recuperando assim alguma função visual.

Isso é suficiente para que a pessoa localize luzes e janelas, ande por uma faixa de pedestres ou evite trombar com as coisas enquanto caminha.


Ver mais notícias sobre os temas:

Olhos e Visão

Implantes

Nanotecnologia

Ver todos os temas

Mais lidas na semana:

O que é melhor: Meditação ou Férias?

Os muitos mitos sobre as Dores nas Costas

Carne e barbatana de tubarão contêm altos níveis de neurotoxinas

Dor de cabeça: Conheça aquelas que exigem tratamento

Medicamento desenvolvido no Brasil combate origem da hipertensão