OMS aprova uso de remédio não testado em humanos para tratar ebola

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou o uso de um medicamento não testado em humanos para tratar pessoas infectadas com o ebola, cujo surto já matou mais de mil pessoas.

Um painel do órgão considerou ético combater a epidemia do vírus com remédios e vacinas cujos efeitos colaterais e eficácia são desconhecidos, devido à escala da epidemia e o número de mortos.

A decisão foi anunciada após uma reunião de emergência da OMS em Genebra para discutir o assunto.

O surto do ebola já deixou pelo menos 1.013 mortos na África Ocidental, segundo a OMS. Pelo menos 1.779 pessoas foram infectadas desde o início da epidemia, na Guiné, em fevereiro.

"Devido às circunstâncias particulares desta epidemia, e com o cumprimento de certas condições, o painel chegou ao consenso de que é ético oferecer intervenções não comprovadas... como potenciais tratamento ou prevenção", disse um comunicado da OMS.

O anúncio foi feito após a Libéria ter comunicado que usaria o medicamento Zmapp, da fabricante Mapp Biopharmaceutical, no tratamento contra o ebola. O remédio só foi testado em macacos e ainda não foi avaliado com segurança em seres humanos.

A empresa disse que o remédio será distribuído gratuitamente.


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