Pacientes com implantes cardíacos devem manter distância dos celulares

Pacientes com implantes cardíacos devem manter distância dos celulares
Pesquisas indicam que o uso de celulares durante a gravidez pode gerar filhos com hiperatividade, enquanto a agência francesa de saúde foi mais longe e afirmou que os celulares causam "efeitos biológicos" e a exposição a eles deve ser controlada.
[Imagem: Yale University]

Os usuários de implantes cardíacos - como marcapassos e desfibriladores - devem manter uma "distância segura" dos telefones celulares.

O alerta foi dado por cardiologistas alemães durante o encontro anual CARDIOSTIM 2015, da Sociedade Europeia de Cardiologia, que está acontecendo em Milão (Itália).

As conclusões são resultado do trabalho de Carsten Lennerz e sua equipe do Centro Alemão do Coração, em Munique.

Influência dos celulares nos implantes cardíacos

"Os marcapassos podem equivocadamente detectar a interferência eletromagnética (EMI) dos smartphones como um sinal cardíaco, fazendo-os parar de funcionar por um curto período. Isto leva a uma pausa no ritmo cardíaco do paciente que depende da estimulação, e pode resultar em síncope," explicou o pesquisador.

A síncope vasovagal, caracterizada por desmaios repentinos, pode comprometer a qualidade de vida das pessoas em função de traumas causados por quedas e ser mais grave ainda se essa pessoa estiver dirigindo, por exemplo.

"Para os desfibriladores cardioversores implantáveis (ICDs), o sinal externo [dos celulares] imita uma taquiarritmia ventricular fatal, levando o ICD a disparar um choque doloroso," complementou o pesquisador.

Além de marcapassos e desfibriladores, os pesquisadores confirmaram a interferência dos celulares com os aparelhos de terapia de ressincronização cardíaca e com implantes compatíveis com MRI.

Distância dos celulares

O risco é reconhecido pelos fabricantes de implantes cardíacos e pelas autoridades de saúde. A agência FDA dos EUA, por exemplo, recomenda não colocar os celulares a menos de 20 cm dos implantes cardíacos.

Nos testes agora realizados na Alemanha, envolvendo diferentes smartphones, 0,3% dos pacientes foram afetados pela interferência eletromagnética emitida pelos telefones celulares.

Segundo a equipe, os pacientes com implantes cardíacos não devem carregar seus celulares no bolso da camisa ou em bolsas próximas ao peito, e, durante as conversas pelo celular, usar sempre a orelha oposta à posição do implante.


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