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30/05/2012

Palavras positivas são mais usadas que negativas

Redação do Diário da Saúde

Viés positivo na comunicação humana

Palavras com conteúdo emocional positivo são mais frequentemente utilizadas na comunicação escrita do que as palavras negativas.

Essa constatação vem dar suporte à teoria de que as relações sociais são reforçadas por um viés positivo na comunicação humana.

Estudos anteriores centraram a atenção no comprimento e na frequência das palavras.

Eles mostraram que a frequência de uso das palavras depende do seu tamanho, o que levou à conclusão de que palavras mais curtas influenciam mais a comunicação porque exigem menos esforço para serem ditas.

Em contraste, um novo estudo agora se concentrou em como as emoções expressas pelas palavras se relacionam com a frequência de seu uso e com seu conteúdo de informação.

Palavras e emoções

David Garcia e seus colegas do ETH Zurique (Suíça) pesquisaram palavras usadas na expressão de emoções de forma escrita, nos três idiomas mais usados na Europa: inglês, alemão e espanhol.

Eles usaram um conjunto de dados sobre o comportamento humano na internet, que inclui textos de blogs, salas de bate-papo e fóruns, entre outras fontes.

Os pesquisadores descobriram que as palavras positivas apareceram com mais frequência do que as palavras associadas com emoções negativas.

Isto sugere que o conteúdo emocional afeta a frequência com que as palavras são usadas, ainda que o teor emocional global das palavras estudadas seja, em média, neutro.

E vem também reforçar teorias sobre um viés positivo na expressão humana, que facilitaria a interação social.

Negativo só em caso de perigo

Indo um passo adiante, os autores também se concentraram em palavras dentro de seu contexto e perceberam que as palavras positivas carregam menos informação do que as negativas.

Portanto, por causa do viés positivo observado na comunicação humana, as palavras positivas são mais suscetíveis de serem utilizados, enquanto expressões negativas poderiam ser reservadas para transmitir informações sobre ameaças urgentes e eventos perigosos.

O estudo foi publicado na primeira edição da revista científica de acesso aberto EPJ Data Science.


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