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22/10/2015

Palpação do cérebro feita com técnica de estudo de terremotos

Redação do Diário da Saúde

Palpação

A palpação é uma das técnicas mais antigas da Medicina e utilizada em praticamente todas as consultas médicas envolvendo avaliações dos órgãos internos.

Mas será possível fazer uma palpação do cérebro?

O Dr. Stéfan Catheline, da Universidade de Lyon (França) acredita que, com o uso das tecnologias adequadas, é possível chegar próximo à palpação do cérebro, com muitos benefícios para os exames médicos.

Hoje existe a craniotomia - a abertura do crânio para observação do cérebro -, mas esta é uma técnica traumática, invasiva e com muitos riscos, o que a torna utilizável apenas em casos muito raros.

Palpação do cérebro feita com técnica de estudo de terremotos
Usando a ressonância magnética, médicos franceses conseguiram detectar ondas de cisalhamento naturais no cérebro usando técnicas computacionais emprestadas da sismologia, que estuda os terremotos. [Imagem: Inserm/Stéfan Catheline]

Palpação do cérebro

O Dr. Catheline foi buscar uma saída mais amigável na sismologia - o estudo dos terremotos e demais movimentos que ocorrem na crosta terrestre. Os dados para o exame são coletados por meio de uma ressonância magnética.

A técnica sismológica, conhecida como "correlação de ruído", permitiu detectar ondas naturais se espalhando pelo tecido cerebral, gerando uma imagem que reflete adequadamente a elasticidade cerebral.

"Epilepsia, Alzheimer, esclerose múltipla e hidrocefalia envolvem alterações na rigidez dos tecidos do cérebro. Esta nova técnica permite a sua detecção, e poderia ser utilizada para evitar biópsias do cérebro," disse Catheline.

Sacudir o cérebro

Infelizmente, a técnica ainda não está pronta para se transformar em um novo exame, já que exames reais exigiriam a geração de "terremotos cerebrais" - sacolejadas na cabeça.

"Se este método puder ser desenvolvido para uso clínico, ele será um avanço tanto para o paciente, quanto para o médico, já que fazer o cérebro vibrar é muito doloroso com as técnicas atuais," reconhece o pesquisador, cujo trabalho foi publicado na revista científica Pnas.


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