Ver:

 Temas
 Enfermidades





RSS Diário da Saúde

Twitter do Diário da Saúde

19/03/2015

Pensamentos são suscetíveis a influências externas

Redação do Diário da Saúde

Autossugestão

Você acha que seus pensamentos estão bem protegidos dentro da sua cabeça e que eles independem do que esteja acontecendo ao seu redor?

É melhor pensar de novo, porque Ezequiel Morsella, da Universidade Estadual de São Francisco (EUA), afirma ter realizado "a primeira demonstração de controle externo de pensamentos contra a vontade dos participantes".

Na verdade, ele induziu pensamentos nos participantes usando técnicas similares, embora invertidas, à autossugestão da programação neurolinguística.

Segundo o pesquisador, seus resultados indicam que o que ele chama de "fluxo de consciência" - a cadeia de pensamentos que flui incessantemente pela mente - é mais suscetível a estímulos externos do que se imaginava.

"Nossos pensamentos conscientes parecem protegidos do nosso ambiente, mas descobrimos que eles são muito mais intimamente ligados ao ambiente externo do que se pode perceber, e que temos menos controle daquilo que iremos pensar a seguir," disse Morsella.

Indução

A equipe mostrou aos participantes 52 imagens correspondentes a palavras familiares de diferentes comprimentos - desenhos básicos, incluindo uma raposa, um coração e uma bicicleta.

Os participantes foram instruídos a não subvocalizar (falar na mente) cada palavra e nem contar quantas letras a palavra tinha.

Em média, 73% dos voluntários subvocalizaram as palavras e 33% contaram suas letras - sobretudo das palavras menores.

"Com o nosso experimento, nós desencadeamos não um, mas dois tipos diferentes de pensamentos não-intencionais, e cada pensamento exigiu uma quantidade substancial de processamento," disse Morsella.

Pensamentos repetitivos

O pesquisador afirma que esta pesquisa tem implicações importantes para o estudo de distúrbios psicopatológicos que afligem as pessoas com pensamentos repetitivos incontroláveis ou, mais comumente, a incapacidade para abafar uma obsessão.

Nesse caso, terapias poderiam tentar quebrar a cadeia de pensamentos repetitivos por meio de sugestões externas, sejam elas positivas (sugerindo ideias) ou negativas (tentando inibir ideias, como feito neste experimento).

Ocorre que já existe um "tratamento" milenar, que consegue o mesmo resultado com vários outros ganhos de saúde física e emocional: a meditação, que lida fortemente com o controle do fluxo incessante de pensamentos.


Ver mais notícias sobre os temas:

Mente

Memória

Cérebro

Ver todos os temas

Mais lidas na semana:

O que é melhor: Meditação ou Férias?

Os muitos mitos sobre as Dores nas Costas

Carne e barbatana de tubarão contêm altos níveis de neurotoxinas

Dor de cabeça: Conheça aquelas que exigem tratamento

Medicamento desenvolvido no Brasil combate origem da hipertensão