Perfume branco derruba teorias sobre olfato humano

O novo estudo desmente as teorias tradicionais sobre o olfato, sugerindo que nós percebemos os perfumes de uma maneira global, e não moléculas individuais de odor.
[Imagem: WWW/WIS]

O cheiro do branco

Você pode ver a cor branca e pode ouvir algo que os especialistas chamam de ruído branco.

A luz branca é uma mistura das ondas de luz de diferentes cores, enquanto o ruído branco é uma combinação de frequências sonoras que soa particularmente suave.

Ambos são chamados de "brancos" porque atendem a duas condições: a mistura que os compõe abarca toda a capacidade de percepção humana; e cada componente está presente exatamente na mesma intensidade.

Agora, pela primeira vez, pesquisadores conseguiram produzir um "cheiro branco".

Mapa de odores

A grande dificuldade em produzir um cheiro branco está na segunda condição, a necessidade de exalar todos os perfumes exatamente na mesma intensidade.

Tali Weiss e Kobi Snitz, do Instituto Weizmann, começaram com 86 aromas puros, cada um composto de uma única molécula de odor, e os diluíram para obter intensidades similares.

Eles então criaram misturas contendo odores de diferentes partes do chamado "mapa de odores", que compõe a capacidade de cheirar do nariz humano.

Os pesquisadores descobriram que, quanto mais odores são misturados, mais as pessoas tendem a classificá-los como similares - ainda que eles não compartilhem quaisquer dos seus componentes.

Misturas contendo 30 ou mais odores tendem a parecer idênticas aos narizes humanos, quaisquer que sejam seus componentes.

Perfume branco

Durantes os testes, comparando as misturas com outros cheiros com menos compostos, os voluntários as classificaram como neutras - seu cheiro não era nem agradável e nem desagradável.

Isso fez os cientistas concluírem que acabavam de sintetizar o primeiro "perfume branco".

"A descoberta expande o conceito de 'branco' além da luz e do som. Por outro lado, ela questiona princípios básicos subjacentes ao nosso olfato, e isso levanta algumas questões em relação ao saber convencional sobre o assunto," afirma o orientador do estudo.

Embora a ciência esteja longe de ter uma teoria global sobre o olfato, a abordagem mais comum envolve a descrição do olfato como uma "máquina" que detecta moléculas de odor.

Mas o novo estudo sugere que nós percebemos os perfumes de uma maneira global, sem nos atermos aos odores específicos que compõem o perfume.


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