O perigo das canetas e apontadores laser

O perigo das canetas e apontadores laser
Quase 90% das canetas laser de cor verde, e 44% das canetas laser de cor vermelha, estão fora dos limites de segurança impostos internacionalmente.
[Imagem: Wikimedia]

Luz que cega

Pesquisadores de um dos laboratórios de metrologia mais respeitados do mundo emitiram um parecer preocupante sobre os apontadores e canetas laser vendidos no mercado.

O Instituto Nacional de Padronização e Tecnologia (NIST) dos Estados Unidos testou 122 apontadores laser e descobriu que quase 90% das canetas laser de cor verde, e 44% das canetas laser de cor vermelha, estão fora dos limites de segurança impostos internacionalmente.

Os apontadores laser foram projetados para serem utilizados por professores e palestrantes para indicar informações na lousa ou em apresentações eletrônicas.

Contudo, eles são hoje mais conhecidos pelo seu mau uso, incomodando jogadores nos estádios e quadras e até pilotos de avião.

Como são muitos baratos e largamente disponíveis no comércio, muitos pais dão esses instrumentos aos filhos como se fossem brinquedos - negligenciando o fato de que a luz laser intensa pode causar danos irreversíveis à visão.

Perigo das canetas laser

A legislação norte-americana estabelece uma potência máxima para os lasers portáteis de 5 miliwatts na porção visível do espectro, e 2 miliwatts na porção infravermelha.

Contudo, cerca de metade de todos os aparelhos testados emite pelo menos duas vezes mais do que a norma estabelecida - no pior caso, uma caneta laser emitiu 66,5 miliwatts, mais de 13 vezes acima do limite.

Os lasers verdes geram luz na cor verde a partir da luz infravermelha. Em termos ideais, o dispositivo deve ser projetado e fabricado de forma a confinar a luz infravermelha do laser no interior do invólucro.

A luz infravermelha é essencialmente calor, podendo provocar desde um ligeiro aquecimento, até queimaduras graves, por exemplo, se a luz atingir os olhos.

No entanto, de acordo com os resultados da medição realizada pela NIST, mais de 75% das canetas laser testadas emitem luz infravermelha acima dos limites permitidos.

Preocupado com a questão em nível internacional, o pesquisador Joshua Hadler, responsável pelo teste, projetou um equipamento simples, que poderá ser facilmente replicado por órgãos de metrologia dos demais países - no Brasil, esses testes são realizados pelo INMETRO.


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