Terapia da Esperança cura a depressão, comprova pesquisa

Esperança, em vez de medicamentos

Uma crescente área de pesquisas sugere que há uma forma poderosa para tratar os sintomas da depressão que não envolve tomar medicamentos.

Qual é o nome dessa arma tão poderosa? Esperança.

"Nós estamos descobrindo que a esperança está associada de forma consistente com o surgimento de menos sintomas da depressão. E a boa notícia é que a esperança é uma coisa que pode ser ensinada e pode ser desenvolvida em muitas pessoas que necessitam dela," diz Jennifer Cheavens, professora de psicologia na Ohio State University, Estados Unidos.

Medindo a esperança

Cheavens mediu a esperança em pessoas utilizando um questionário de 12 perguntas desenvolvido por seu orientador, o recentemente falecido professor C.R. Snyder, da Universidade do Kansas.

Nesta medição, a esperança tem dois componentes: um mapa ou rota para obter o que você quer, e a motivação e a força para seguir esse caminho.

O que é esperança?

"Se você sente que sabe como obter o que você quer da vida, e você tem a vontade para fazer isso acontecer, então você tem esperança," diz Cheavens.

A esperança é diferente do otimismo, que é uma expectativa generalizada de que coisas boas irão acontecer, diz ela. A esperança envolve ter objetivos, juntamente com a vontade e com planos para alcançá-los.

O potencial da esperança como forma para tratar a depressão é evidente em um recente estudo com pacientes e profissionais de saúde que Cheavens concluiu.

Terapia da esperança

No estudo, publicado no jornal Social Indicators Research, Cheavens e suas colegas testaram um tratamento com a terapia da esperança em uma amostra de 32 pessoas recrutadas por anúncios e panfletos.

Os anúncios convidavam pessoas que quisessem participar de reuniões em grupo semanais com o objetivo de aumentar suas capacidades para alcançar objetivos.

Os pesquisadores selecionaram participantes que não eram diagnosticados com doenças mentais ou depressão, mas que se sentiam insatisfeitos com a situação em que se encontravam na vida.

"A terapia da esperança procura se fundamentar nas forças que as pessoas têm, ou ensiná-las como desenvolver essas forças. Nós focalizamos não no que estava errado, mas na forma de ajudar as pessoas a dar vida ao seu potencial," explica ela.

A esperança pode ser desenvolvida

A boa notícia é que a esperança é algo que as pessoas podem aprender, diz ela.

Os resultados mostram que as pessoas que participaram da terapia da esperança tiveram redução nos sintomas da depressão em comparação com o grupo de controle, que não participou das seções.

"Nós estamos descobrindo que as pessoas podem aprender a ter mais esperança, e isso ira ajudá-las de muitas formas," diz Cheavens.

"O que eu acredito que seja entusiasmante sobre a terapia da esperança é a forma que nós estamos aprendendo com pessoas que estão se dando muito bem. Nós temos verificado o que as pessoas com esperança fazem de correto, e pegando essas lições e desenvolvendo terapias e intervenções para as pessoas que não estão se dando tão bem," diz Cheavens.

"E a grande notícia é que isto parece funcionar - nós podemos ensinar às pessoas como ter mais esperança," conclui ela.


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