Ônibus espacial Atlantis levará pesquisas de saúde ao espaço

Ônibus espacial Atlantis levará pesquisas de saúde ao espaço
Christine Fanchiang prepara um dos experimentos de pesquisas voltados à saúde humana que já estão a bordo do ônibus espacial Atlantis, que deverá subir ao espaço nesta semana.
[Imagem: Patrick Campbell/University of Colorado]

Saúde no espaço

Quando subir ao espaço na última missão de um ônibus espacial, o Atlantis levará cinco experimentos científicos destinados a melhorar a vida aqui embaixo.

Os experimentos vão desde testes de anticorpos, que podem levar a novos tratamentos para a perda óssea, até uma experiência para melhorar a eficácia da vacina para o combate à salmonela.

Esclerostina

O primeiro experimento irá testar um anticorpo para a esclerostina - uma proteína que tem um efeito negativo sobre a formação, a massa e a força dos ossos.

Os pesquisadores do projeto esperam que um tratamento com anticorpos possa inibir a ação da esclerostina.

Os resultados poderão fornecer informações para futuras pesquisas na prevenção e tratamento da fragilidade esquelética que pode ser causada por paralisia, derrame cerebral, distrofia muscular, lesão medular e atividade física reduzida.

A equipe também espera que as descobertas possam levar a potenciais tratamentos terapêuticos para os astronautas, que sofrem uma perda óssea significativa durante os voos espaciais, principalmente em missões de longo prazo.

Vacina contra salmonela

O segundo experimento, chamado "Vacina contra Salmonela Recombinante Atenuada", ou RASV (Recombinant Attenuated Salmonella Vaccine), permitirá aos cientistas procurar novos alvos para o desenvolvimento de uma vacina genética contra o patógeno.

O melhoramento poderá ser obtido graças à quase ausência de gravidade do espaço

O experimento será transportado a bordo do Atlantis em cilindros especiais desenvolvidos para o processamento de líquidos, conhecidos como GAPs.

Cada GAP contém oito tubos de ensaio que permitem que a Salmonella e seu meio de cultura sejam misturados no espaço.

Os astronautas irão operar os experimentos usando manivelas para iniciar o processo de crescimento e depois para interrompê-lo, quando os resultados serão trazidos de volta à Terra para análise.

Antibióticos e proteínas bioativas

O terceiro experimento permitirá que os pesquisadores examinem as alterações genéticas induzidas por mudanças celulares em leveduras.

Algumas células sofrem mudanças significativas em ambiente de microgravidade, podendo produzir grandes quantidades de antibióticos raros ou produzir grandes quantidades de proteínas bioativas medicinais.

A experiência vai analisar 6.000 diferentes cepas de leveduras geneticamente modificadas para identificar genes específicos que estão ligados a tais alterações.

Este conhecimento poderá ajudar nos esforços para produzir novos e melhores medicamentos.

Saúde dos astronautas

A quarta experiência, envolvendo biofilmes, poderá ajudar os cientistas a entender como e por que aglomerados viscosos e problemáticos de microorganismos se desenvolvem em condições de baixa gravidade do espaço.

Os experimentos em biofilmes - grupos de microrganismos que aderem uns aos outros ou a superfícies diversas - são de grande interesse para os cientistas devido ao seu potencial impacto na saúde dos astronautas e no funcionamento das naves espaciais.

Biocombustíveis

A quinta carga científica será usada para avaliar os efeitos da microgravidade sobre a formação, criação e multiplicação de células de uma planta tropical conhecida como pinhão-manso.

O pinhão-manso produz castanhas ricas em energia, sendo um dos maiores alvos das pesquisas que buscam novas formas de produção de biocombustíveis.

A experiência vai procurar genes que ajudam ou dificultam o crescimento do pinhão-manso para ver se novas linhagens podem ser desenvolvidas e cultivadas comercialmente em outros climas, sobretudo os temperados-quentes do sul do Estados Unidos.


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