Picles japoneses evitam infecção com vírus da gripe

Picles de nabo suguki evitam gripe
Os picles de nabo (suguki) são muito populares no Japão e bastante conhecidos no Brasil, sobretudo em regiões com grande número de imigrantes japoneses.
[Imagem: Kyoto University of Foreign Studies]

As bactérias encontradas em um tradicional condimento japonês podem prevenir a gripe.

O suguki, um curtido feito à base de nabo, possui uma bactéria chamada Lactobacillus brevis que aumenta a imunidade.

Os picles de nabo são muito populares no Japão e bastante conhecidos no Brasil, sobretudo em regiões com grande número de imigrantes japoneses.

"Nossos resultados mostraram que, quando uma cepa específica de Lactobacillus brevis foi ingerida por camundongos, ela teve efeitos protetores contra a infecção pelo vírus influenza," conta a Dra Naoko Waki, responsável pelo estudo.

A bactéria age aumentando a produção de moléculas do sistema imunológico do corpo chamadas IFN-alfa e anticorpos específicos contra a gripe, além de aumentar a atividade para erradicar as células já infectadas pelo vírus da gripe.

Os efeitos foram suficientes para impedir a infecção pelo vírus H1N1 da gripe.

Os cientistas acreditam que o potencial do probiótico pode ser suficiente para proteger contra outras infecções virais, incluindo o vírus H7N9, que surgiu recentemente na China.

Vacina alimentar

O próximo passo é saber se o mesmo efeito será observado em humanos.

Testes clínicos usando uma bebida probiótica contendo Lactobacillus brevis estão em andamento e os cientistas estão esperançosos de que, garantida uma quantidade apropriada de bactérias, os alimentos que as contenham possam vir a se o tornar verdadeiras "vacinas contra a gripe", ou superalimentos, como eles chamam esses alimentos funcionalizados.

O que dá à bactéria essa propriedade surpreendente ainda é uma incógnita, mas sabe-se que ela é extremamente tolerante aos sucos do estômago, que normalmente são muito ácidos para as bactérias.

Essa proteção bacteriana deve-se principalmente a uma camada protetora de açúcares chamados exopolissacarídeos.

"Nós sabemos que os exopolissacarídeos têm efeito potencializador sobre o sistema imunológico em bactérias semelhantes, por isso nós queremos saber se os exopolissacarídeos da bactéria KB290 são responsáveis pelos efeitos que observamos," concluiu Waki.


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