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16/08/2012

Descoberto plástico resistente a bactérias

Redação do Diário da Saúde
Descoberto plástico resistente a bactérias
Os testes mostraram uma redução do número de bactérias sobre a superfície de 96,7% em comparação com os revestimentos à base de prata usados nos catéteres atualmente.[Imagem: University of Nottingham]

Biofilmes

Cientistas descobriram uma nova classe de plásticos que não permite a adesão de bactérias.

Esses novos materiais poderão ajudar a reduzir significativamente as infecções hospitalares e problemas em equipamentos médicos.

As bactérias formam colônias, conhecidas como biofilmes, que afetam diversos equipamentos médicos, como catéteres venosos e urinários, além de recobrir áreas comuns, do chão ao teto, passando por camas e outros mobiliários.

Essas comunidades bacterianas protegem os microrganismos contra as defesas naturais do organismo, contra os antibióticos e contra materiais de limpeza.

Plástico antibacteriano

Os pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha, criaram um revestimento de polímero - uma espécie de plástico - que impede a fixação das bactérias e, por decorrência, a formação dos temidos biofilmes.

"Este é um grande avanço científico. Nós descobrimos um novo grupo de materiais estruturalmente similares que reduzem dramaticamente a fixação de bactérias patogênicas, como Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus e Escherichia coli," diz o Dr. Morgan Alexander, coordenador da pesquisa.

Os materiais foram descobertos com a ajuda de uma nova técnica de rastreamento, desenvolvido no MIT (EUA), que permite a comparação das características de vários tipos de materiais.

"Nós analisamos milhares de materiais utilizando esta abordagem de alto rendimento, levando à descoberta de novos materiais resistentes à fixação bacteriana. Isto não poderia ter sido feito utilizando técnicas convencionais," disse o pesquisador.

Melhor que prata

Os novos plásticos inibem a formação do biofilme em seu estágio inicial, quando uma bactéria individualmente tenta se fixar.

Os testes mostraram uma redução do número de bactérias sobre a superfície de 96,7% em comparação com os revestimentos à base de prata usados nos catéteres atualmente.

O material também foi eficaz contra as bactérias em um modelo de infecção em implantes, usando camundongos.

Sendo possível evitar a fixação da bactéria, o próprio sistema imunológico pode matar os indivíduos, antes que eles tenham a oportunidade de formar biofilmes.


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