Ver:

 Temas
 Enfermidades





RSS Diário da Saúde

Twitter do Diário da Saúde

29/04/2013

Ponte de prata restaura movimento de braço paralisado

Redação do Diário da Saúde
Ponte de prata restaura movimento de braço paralisado
O próximo passo da pesquisa é testar a técnica em humanos, restaurando o movimento de membros paralisados sem usar próteses robóticas e nem implantes neurais. [Imagem: Nishimura et al./Frontiers in Neural Circuits]

Cientistas demonstraram pela primeira vez que pode ser possível recuperar o movimento voluntário de membros de pessoas paralisadas por lesão na coluna ou por derrame.

A perda funcional do controle de membros inferiores em indivíduos com lesão medular ou acidente vascular cerebral geralmente é causada pela interrupção das vias neurais entre o cérebro e a medula espinhal, embora os circuitos neurais localizados acima e abaixo da lesão permaneçam funcionais.

Uma conexão neural artificial que liga o caminho perdido e se conecta aos circuitos do cérebro espinhal tem potencial para melhorar a perda funcional.

Fios de prata

Yukio Nishimura, do Instituto Nacional de Ciências Fisiológicas (Japão), juntamente com colegas dos EUA, decidiram usar fios de prata para tentar restabelecer as conexões elétricas dos nervos, reconstruindo o caminho do cérebro até os membros paralisados.

Implantando a conexão neural artificial, feita com fios de 0,1 milímetro de diâmetro, eles construíram uma "ponte" que passou por cima da lesão da medula espinhal. O teste foi feito em um macaco parético - com paralisia em um dos braços.

A ponte de prata permitiu ao macaco controlar novamente o braço paralisado. O animal não obteve a mesma precisão e resolução nos movimentos que o braço normal, mas consegue movê-lo à vontade.

Segundo os pesquisadores, seu estudo comprova que é possível usar conexões neurais artificiais para compensar vias descendentes interrompidas, reconquistando o controle voluntário do movimento dos membros superiores após uma lesão das vias neurais, como as causadas por lesão medular ou acidente vascular cerebral.

"O ponto importante é que as pessoas que estão paralisadas querem ser capazes de mover seus próprios corpos por sua própria vontade. Este estudo é diferente daqueles feitos por outros grupos de pesquisa: nós não usamos nenhuma prótese ou braço robótico para substituir o braço original," ressaltou Nishimura.


Ver mais notícias sobre os temas:

Neurociências

Sistema Nervoso

Cérebro

Ver todos os temas

Mais lidas na semana:

Ultrassom no 1º trimestre de gravidez pode agravar autismo

Os muitos mitos sobre as Dores nas Costas

Carne e barbatana de tubarão contêm altos níveis de neurotoxinas

Dor de cabeça: Conheça aquelas que exigem tratamento

Medicamento desenvolvido no Brasil combate origem da hipertensão