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22/01/2015

Programa que "vê o futuro" sabe como motorista irá virar o carro

Redação do Diário da Saúde
Programa que
Um novo sistema permite antever o que o motorista fará a seguir quando ele começa a virar o volante do carro, o que permitirá desenvolver sistemas que evitem manobras perigosas.[Imagem: Henrik Sandsjouml]

Vendo o futuro

Pesquisadores suecos acreditam ter resolvido um mistério de 70 anos: um trejeito até agora inexplicável que apresentamos quando dirigimos um carro.

A descoberta pode viabilizar a criação de sistemas de segurança futurísticos, permitindo que os carros corrijam automaticamente movimentos de direção perigosos antes mesmo que eles ocorram.

De certa forma, decifrar esses movimentos espasmódicos apresentados quando viramos o volante permite prever o que um motorista vai fazer nos instantes a seguir. Com isto, torna-se possível preparar o sistema do carro para evitar manobras bruscas ou a falta de reação a uma situação perigosa.

"É possível prever o que os motoristas vão fazer com o volante antes que eles façam qualquer coisa. É possível prever até o quanto o motorista vai girar o volante exatamente quando ele começa o movimento de girar o volante. É como ver o futuro," explica o pesquisador Ola Benderius, da Universidade Tecnológica Chalmers.

"Imagine um motorista cansado a ponto de sair da estrada. De repente, ele acorda e, no reflexo, começa uma forte manobra corretiva, um erro de julgamento potencial que pode levar a algo muito perigoso. Como agora somos capazes de prever o quão longe o motorista vai virar o volante, os sistemas do veículo podem identificar esse exagero," acrescentou o pesquisador.

Como virar o volante

O mistério que Ola Benderius e seu colega Gustav Markkula resolveram começou em 1947, quando o pesquisador britânico Arnold Tustin (1899-1994) criou o primeiro modelo de como uma pessoa dirige em direção a um alvo. Ele identificou um comportamento de controle contínuo e linear.

No entanto, quando se compara o modelo linear com dados reais, alguns desvios tornam-se aparentes, incluindo movimentos espasmódicos típicos na forma como viramos o volante.

A dupla sueca rastreou este padrão a partir de sinais de direção coletados em mais de 1.000 horas de condução real de carros e caminhões, com 1,3 milhão de correções de direção.

Eles então criaram um algoritmo - um programa de computador - que prevê com grande precisão a manobra inteira de correção a partir dos primeiros movimentos espasmódicos apresentados pelo motorista. Agora é só esperar que as indústrias incluam o novo controle em seus modelos.


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