Programas de TV acolhedores afastam sentimentos de solidão e rejeição

Programas de TV acolhedores afastam sentimentos de solidão e rejeição

[Imagem: Wikimedia Commons]

Sentimentos acolhedores

Nem todas as tecnologias satisfazem as necessidades humanas, e algumas tecnologias proporcionam apenas a ilusão de ter atendido às suas necessidades.

Mas uma nova pesquisa feita por psicólogos das universidades de Buffalo e Miami (EUA), indica que os relacionamentos ilusórios com os personagens dos programas de TV favoritos podem dar às pessoas sentimentos acolhedores, de serem parte de algo, mesmo em face de episódios de baixa autoestima ou após terem sido rejeitadas por amigos ou familiares.

Os resultados estão descritos em quatro estudos publicados na edição atual do Journal of Experimental Social Psychology.

Socialização pela tecnologia

"O estudo fornece evidências que apoiam a 'hipótese da substituição social', que sustenta que os seres humanos podem usar tecnologias, como a televisão, a fim de proporcionar a experiência de pertencer quando não se tem uma experiência real desse tipo", diz Shira Gabriel, uma das autoras dos estudos.

"Nós também argumentam que as outras tecnologias comuns tais como filmes, música ou jogos eletrônicos interativos, bem como a televisão, podem atender a essa necessidade."

Relacionamentos ilusórios

Depois de escreverem sobre seus programas de televisão favoritos, os participantes dos estudos expressaram menos sentimentos de solidão ou de exclusão quando descreveram verbalmente uma de duas situações controle.

Esta é uma evidência, dizem os pesquisadores, que os relacionamentos ilusórios ou "parassociais" com personagens da televisão podem diminuir as necessidades de inclusão emocional.

Substituto pobre

Se a substituição social apenas suprime as necessidades de inclusão ou realmente as preenche continua a ser uma questão em aberto, afirmam os pesquisadores. E eles reconhecem que o tipo de substituição social provocada por estes programas pode ser um substituto pobre para uma experiência humana real.

"Virar as costas para a família e para os amigos em favor da televisão pode ser uma adaptação negativa e deixar a pessoa com poucos recursos ao longo do tempo," diz Jaye Derrick, que também fez parte da pesquisa.

"Mas, para aqueles que têm dificuldades em experimentar interações sociais por causa de restrições físicas ou ambientais, a inclusão emocional induzida tecnologicamente pode oferecer conforto."


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