Projetos que aliam saúde e cultura recebem prêmio de R$ 15 mil

Projetos que aliam saúde e cultura recebem prêmio de R$ 15 mil
Ialorixá Beth de Oxum fala no encerramento do 1º Encontro da Rede Cultura e Saúde do Programa Cultura Viva do Ministério da Saúde
[Imagem: Ag.Brasil]

Espaço de cura

Quarenta e uma iniciativas que aliam cultura e saúde para melhorar a qualidade de vida das comunidades de diferentes regiões do país foram premiadas durante encontro promovido pelos ministérios da Cultura e da Saúde.

O evento tem como objetivo estimular a troca de experiência entre os responsáveis pelos projetos. Cada um dos vencedores receberá R$ 15 mil.

Um dos premiados foi o projeto Roda de Diálogos, de Olinda (PE). É nos terreiros da cidade que as mães de santo reúnem a comunidade para trocar informações e debater questões relacionadas à saúde. "Nem sempre o SUS [Sistema Único de Saúde] atende a população, então quem assume a função da atenção básica são os terreiros. O projeto apresenta o terreiro como espaço de cura", explica Beth de Oxum, responsável pela iniciativa.

Parteiras e benzedeiras

Segundo Beth, as mães-de-santo, que também são parteiras e benzedeiras, servem como agentes de disseminação de informações sobre saúde para prevenção de doenças. "Fazemos vacinação de crianças e idosos, atuamos na prevenção que é o melhor remédio", explicou.

A coordenadora do programa Ação Saúde e Cultura do Ministério da Cultura, Patrícia Dorneles, lembrou que 180 iniciativas se inscreveram para concorrer ao prêmio. O encontro promovido em Brasília vai elaborar um documento para orientar política públicas que relacionem as duas áreas.

Criando asas

Outra iniciativa premiada foi o projeto Criando Asas, desenvolvido pelo Hospital Pequeno Príncipe de Curitiba (PR). Artistas promovem oficinas de escultura, fotografia e outras técnicas com as crianças internadas no hospital filantrópico que é referência no atendimento pediátrico.

"Essa experiência permite a crianças que estão fora do seu contexto, fragilizadas, estimularem a criatividade e a liberdade. Essas oficinas transformam o momento da hospitalização em inclusão porque elas se sentem capazes", defende a diretora de relações institucionais do Pequeno Príncipe, Ety Carneiro.

Segundo Ety, o foco das atividades não é a questão terapêutica, mas a iniciativa tem resultados positivos no processo de cura dos pacientes. "Com esse estímulo, a criança desenvolve uma predisposição maior para o tratamento porque mexe com o estado de humor, com o estado psicológico. Ela se sente fazendo parte do processo, se transforma de paciente em agente", explicou.


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