Aprovada proposta brasileira de compartilhamento de dados do vírus H1N1

Aprovada proposta brasileira de compartilhamento de dados do vírus H1N1

[Imagem: Wikimedia Commons/M. Eickmann]

Conhecimento compartilhado

A 62ª Assembleia Mundial de Saúde terminou com a aprovação da proposta da delegação brasileira de compartilhamento de informações sobre o vírus que causa a influenza A (H1N1) - inicialmente chamada de gripe suína - e do acesso a vacinas e a outros benefícios.

A resolução foi aprovada e barrou a tentativa de um grupo de países de encerrar as negociações sobre o tema. A resolução coloca a Organização Mundial de Saúde (OMS) no papel de articuladora internacional para facilitar o acesso a dados sobre o vírus.

A partir de agora será possível a realização de rodadas de negociações, promovidas pela OMS, sobre transferência de tecnologia e redução de preços de medicamentos, insumos para diagnóstico e vacinas, quando essas forem desenvolvidas, segundo o Ministério da Saúde.

Atenção aos mais vulneráveis

Em seu discurso de encerramento, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, afirmou que é um vírus muito contagioso, e que é esperado que ele se espalhe por novos países. "A decisão de declarar uma pandemia de influenza é uma responsabilidade que levo muito a sério", afirmou a diretora-geral.

Nessa avaliação, segundo ela, será preciso levar em consideração informações científicas, conselhos do Comitê de Emergência e a regulação internacional de saúde. O nível de alerta de pandemia da influenza A (H1N1) continua em 5.

Margaret relembrou a comunidade internacional da vulnerabilidade das populações no mundo em desenvolvimento. A diretora-geral pediu grande monitoramento do vírus uma vez que os casos começaram a aparecer mais intensamente no Hemisfério Sul, onde o novo vírus terá a oportunidade de se misturar com outros vírus de gripe que estão em circulação em decorrência do início do inverno no hemisfério, segundo a OMS.

Conhecimento como bem público

Em seu discurso na abertura da assembléia, o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu que as informações e os benefícios obtidos pela rede mundial de vigilância fossem tratados como bens públicos. O texto recebeu o apoio de todos os países da África e da América do Sul, além de Indonésia e Tailândia, segundo o Ministério da Saúde.

A Assembleia teve 15 resoluções, incluindo o compartilhamento de informações sobre o vírus H1N1 e de acesso a vacinas e a outros benefícios; a prevenção e controle da tuberculose resistente a medicamentos; um plano de ação em saúde pública; a prevenção de cegueira e deficiência visual evitáveis; um plano de trabalho da OMS para avaliar e abordar as implicações das alterações climáticas para a saúde e os sistemas de saúde; as condições de saúde no território ocupado da Palestina e os cuidados primários de saúde.


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