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24/11/2014

Proteína da memória aumenta capacidade do cérebro?

Redação do Diário da Saúde
Proteína da memória aumenta capacidade do cérebro?
Se for confirmado, o estudo tem implicações para doenças neurodegenerativas e do desenvolvimento neural, tais como distúrbios do espectro autista e doença de Alzheimer. [Imagem: McGill University Health Centre]

Proteína da memória

É possível alterar a quantidade de informações que o cérebro pode armazenar?

Talvez seja, segundo uma equipe internacional de cientistas liderados pelo Dr. Keith Murai, da Universidade McGill (Canadá).

Os cientistas ainda não sabem onde as memórias ficam guardadas no cérebro, embora consigam rastrear operações mentais ao longo das redes neurais.

Agora eles identificaram uma proteína que parece brecar o processamento cerebral. Quando a proteína é removida, a função cerebral e a recuperação das memórias ficam melhores - ao menos em animais de laboratório.

"Pesquisas anteriores mostraram que a produção de novas moléculas é necessária para o armazenamento de memórias no cérebro; se você bloquear a produção dessas moléculas, a formação de memórias novas não ocorre," disse o Dr. Murai.

"Os nossos resultados mostram que o cérebro possui uma proteína chave que limita a produção de moléculas necessárias para a formação da memória. Quando esta proteína-freio é suprimida, o cérebro é capaz de armazenar mais informação," garante ele.

Doenças neurodegenerativas

Se for confirmado, o estudo tem implicações para doenças neurodegenerativas e do desenvolvimento neural, tais como distúrbios do espectro autista e doença de Alzheimer.

A proteína é chamada FXR1P (Fragile X mental retardation syndrome-related protein 1), que já vem sendo estudada pelo seu papel em distúrbios mentais.

Segundo a equipe, a FXR1P também é responsável por suprimir a produção das moléculas necessárias para a consolidação das memórias.

Quando a FXR1P foi seletivamente removida de certas partes do cérebro de camundongos, a produção das moléculas foi liberada, fortalecendo as conexões entre as células do cérebro, o que se mostrou correlacionado com a melhoria da memória em testes subsequentes feitos com os animais.


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