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30/10/2012

Psoríase não é contagiosa e já tem medicamentos pelo SUS

Com informações da Agência Brasil

Psoríase

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promoveu nesta semana uma campanha de conscientização sobre a psoríase.

A iniciativa tem como objetivo combater o preconceito e explicar que a doença não é contagiosa.

Segundo a SBD, a psoríase é uma doença imune inflamatória crônica da pele, que atinge cerca de 3% da população mundial.

Na maioria das vezes, ela se manifesta por lesões avermelhadas ou róseas cobertas por escamas esbranquiçadas.

A doença pode aparecer apenas nos joelhos, cotovelos ou no couro cabeludo, ou acometer as unhas e as juntas. Em alguns casos, pode se espalhar por toda a pele.

A psoríase não tem cura, mas seus sintomas podem ser controlados por meio de tratamento. A doença pode ser desenvolvida em pessoas de todas as idades e ambos os sexos e não é contagiosa.

Remédios para psoríase no SUS

A presidente da Associação dos Amigos e Portadores de Psoríase do Rio de Janeiro (Psorierj), Shirley Fátima Delgado, disse que as maiores dificuldades para os portadores da doença são o acesso a tratamentos novos e seguros, como a terapia biológica, o preconceito e o custo dos medicamentos.

"Nós estamos lutando pela inclusão do tratamento biológico no SUS [Sistema Único de Saúde], já que os remédios são de alto custo. Este tratamento é feito por meio de uma vacina e de pomadas, que são muito caras", explicou.

Em outubro, portarias publicadas no Diário Oficial da União ampliaram a lista de medicamentos oferecidos pelo SUS para pacientes com a doença.

O clobetasol passou a ser uma nova opção de tratamento para pacientes com psoríase moderada (que tenham mais de 10% da pele comprometida) e será ofertado em duas formas: pomada e xampu.

Algumas secretarias estaduais de saúde disponibilizam mais quatro remédios para o tratamento tópico da psoríase: dexametasona, ácido salicílico, alcatrão e calcipotriol, que agem na melhora das lesões cutâneas.

Para os casos mais graves da doença (artrite psoriásica), o SUS oferta sete opções de tratamento (adalimumabe, etanercepte, infliximabe, ciclosporina, metotrexato, sulfassalazina e leflunomida), em 13 diferentes apresentações.

Preconceito

A coordenadora nacional da campanha da SBD, Luna Azulay, explicou que os primeiros sinais da psoríase costumam se manifestar em torno dos 20 anos, afetando regiões como cotovelos e couro cabeludo.

"É uma doença crônica, mas esse fato nunca vai tirar a esperança de ninguém e não quer dizer que a pessoa tem que ficar cheia de lesão o tempo inteiro. Ela pode ficar sem nada. Tenho pacientes que já foram internados oito vezes e, hoje em dia, não têm nada, vão ao ambulatório apenas para controle," explicou.

Luna lembrou que a psoríase ainda não em cura e pode, ao longo da vida do paciente, apresentar momentos de melhora e piora. Além da pele e do couro cabeludo, a inflamação também afeta unhas e articulações.

Os sinais, muitas vezes, são confundidos com micoses e dermatites e os remédios para esses tipos de doença podem provocar uma piora no quadro de psoríase. O importante, segundo a médica, é que o tratamento correto seja seguido à risca.

"Existe muito preconceito porque o aspecto da pele não é agradável. Os pacientes sofrem quando entram em ônibus e trens. Ainda existem concursos públicos que [no edital] dizem que pessoas com psoríase não devem se candidatar," destacou.


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