Brasil é 3º no ranking global da qualidade dos chefes

Chefes bonzinhos

Uma pesquisa realizada em 22 países revelou que 61% dos funcionários de empresas no Brasil acreditam que seus chefes são bons gerentes.

O índice é 6 pontos percentuais acima da média mundial, de 55%. No topo do ranking estão Índia e China.

Logo abaixo do Brasil ficaram Rússia, México, Holanda e Estados Unidos. Itália, França e Japão são os três últimos colocados no ranking.

Índice global de gerenciamento

O número, batizado de índice global de gerenciamento, reflete o percentual de empregados que afirmaram que seus superiores possuem "bom desempenho, eficiência no gerenciamento de pessoas e de trabalho", além de serem "inspiradores e confiáveis".

Para os autores da pesquisa, realizada pela consultoria de recursos humanos americana Kenexa, "os dados demonstram que os funcionários, homens ou mulheres, jovens ou velhos, na sala de correio ou em um escritório, conceitualizam a eficiência de gerenciamento de maneira parecida".

O estudo mostrou ainda que homens e mulheres em posições de chefia tiveram o mesmo desempenho na avaliação dos funcionários.

A pesquisa entrevistou 29.338 funcionários de empresas.

Chefes em liderança

Apesar do terceiro lugar no índice global de gerenciamento, o Brasil ficou em 10º lugar no ranking de países em que os chefes foram avaliados sob o ponto de vista de capacidade de liderança. A média mundial é 55% e a brasileira, 57%.

Os funcionários foram perguntados se seus chefes tinham "uma visão clara do futuro da organização e planejavam o caminho ou estratégia para que ela chegue lá".

Índia e China também estiveram no topo deste ranking, com índices de mais de 70% de aprovação.

Os dados apontam que empresas de tecnologia, bancos e empresas financeiras têm a maior quantidade de chefes considerados bons líderes. Serviços de saúde e governos estão em último lugar.

A enquete também avaliou o quanto os funcionários de empresas estão satisfeitos e motivados para o trabalho, com itens como orgulho de trabalhar para a empresa, satisfação, compromisso e o ímpeto de advogar a favor da empresa. No mundo, o índice de engajamento no trabalho é 58%. No Brasil, ele é de 59%.


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