Governo quer reduzir quantidade de iodo no sal de cozinha

Menos iodo no sal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma proposta para reduzir o teor de iodo no sal de cozinha comercializado em todo o país.

Atualmente, a quantia considerada própria para consumo humano varia entre 20 miligramas (mg) e 60 mg de iodo para cada quilo de sal.

Por meio da Consulta Pública nº 35, a Anvisa propõe que o percentual fique entre 15 mg e 45 mg.

Tireoidite de Hashimoto

O processo de iodação do sal é uma medida adotada em todo o mundo com o objetivo de prevenir os chamados distúrbios por deficiência de iodo (DDI), que incluem retardo mental grave e irreversível e surdo-mudez em crianças, anomalias congênitas e bócio.

Contudo, de acordo com a Anvisa, há indícios de que o consumo excessivo de iodo possa aumentar os casos de tireoidite de Hashimoto, doença autoimune caracterizada pela inflamação da tireoide e provocada por um erro no sistema imunológico.

Os principais sintomas dessa doença incluem fadiga crônica, cansaço fácil e ganho de peso.

Quantidade recomendada de iodo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a quantidade de iodo para cada quilo se situe entre 20 mg e 40 mg nos países em que a população consume uma média de 10 gramas de sal por dia.

Dados do Ministério da Saúde indicam que o brasileiro consome, diariamente, 9,6 gramas de sal, mas o consumo total pode chegar a 12 gramas quando levados em consideração alimentos processados e consumidos fora de casa.

A proposta da Anvisa pode ser consultada na íntegra no site www.anvisa.gov.br e as sugestões devem ser encaminhadas por meio de formulário disponível na página http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=6545.


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