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09/07/2015

Queijo minas com probióticos e 50% menos sal

Com informações da Faperj
Queijo minas com probióticos e 50% menos sal
Queijo minas frescal com probióticos e teor de sódio reduzido em 50%, para evitar a hipertensão.[Imagem: Divulgação/IFRJ]

Queijo mineiro com menos sal

Um queijo mineiro enriquecido com probióticos é a mais nova promessa de um alimento saudável e com menor teor de sal.

Só recentemente a ANVISA disciplinou o comércio do queijo artesanal mineiro em todo o país, mas a necessidade de conservação tem feito com que alguns produtores acrescentem uma quantidade excessiva de sal ao produto.

Adriano Gomes da Cruz, pesquisador do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), desenvolveu agora uma versão do queijo minas do tipo frescal que, além de ser enriquecido com probióticos, tem um teor de sódio reduzido em 50%.

Queijo minas e outros queijos

A escolha do queijo minas, uma excelente fonte de cálcio, proteínas e vitaminas, não foi por acaso. Ele é o quarto tipo de queijo mais produzido no Brasil, depois do requeijão, muçarela e prato.

"Como um derivado lácteo veiculador de probióticos, o minas é considerado um queijo fresco, podendo ser consumido diretamente após a fabricação. Tem a vantagem de estar amplamente integrado à dieta da população brasileira, com um bom nível de consumo diário. Por isso, ele se torna uma matriz ideal para inserção desses microrganismos, que necessitam de ingestão contínua para a realização de benefícios à saúde do consumidor", acrescentou Adriano.

Agora, o objetivo da equipe é estender os estudos para testar a fabricação de outros produtos lácteos funcionais. "Vamos testar a adição de probióticos e a redução de sódio também com o requeijão e o queijo prato. Temos um segmento de mercado promissor que precisa ser mais explorado no Brasil", antecipou o pesquisador.

Queijo com probióticos

Probióticos são microrganismos vivos que, adicionados em doses adequadas ao alimento durante a fabricação, podem trazer diversos benefícios à saúde, especialmente à flora intestinal.

No Brasil, o consumo de sal pela população ultrapassa o valor diário de dois gramas recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse abuso na ingestão está associado com a elevação da pressão arterial, que é considerada um problema de saúde pública e um fator de risco para doenças cardiovasculares.

"O desenvolvimento de um alimento funcional com nível reduzido de sódio e a suplementação com microrganismos capazes de conferir benefícios à saúde humana são de grande relevância para a saúde cardiovascular e intestinal dos consumidores," destacou Adriano.


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