Refrigerantes aumentam risco genético de obesidade

Refrigerantes aumentam risco genético de obesidade
O estudo reforça o conceito cada vez mais aceito de que os fatores ambientais mesclam-se com os fatores genéticos de uma forma impensável há poucos anos.
[Imagem: Harvard School of Public Health]

Alterando a genética

Pesquisadores da Universidade de Harvard (EUA) comprovaram que o grande consumo de refrigerantes, ou bebidas adoçadas em geral, aumenta a suscetibilidade genética à obesidade.

O estudo reforça o conceito cada vez mais aceito de que os fatores ambientais mesclam-se com os fatores genéticos de uma forma impensável há poucos anos.

Assim, em vez de preocupar-se com "genes da obesidade", os cientistas começam a verificar comportamentos que alteram genes, que podem aumentar a chance da obesidade.

Ambiente e genética

A nova visão sobre interação entre ambiente e genética leva a abordagens completamente diferentes.

Em uma visão comum há algum tempo, e ainda hoje divulgada em muitos programas jornalísticos, a presença de um gene representaria uma espécie de "herança imutável", que significaria que a pessoa estaria fatalmente condenada a apresentar uma condição.

"Nosso estudo fornece pela primeira vez evidências reproduzíveis que mostram que fatores genéticos e fatores alimentares - bebidas adoçadas com açúcar - podem se influenciar mutuamente quanto aos seus efeitos sobre o peso corporal e o risco de obesidade," disse Lu Qi, coordenador do estudo.

Bebidas adocicadas

Nas últimas três décadas, o consumo de bebidas adoçadas aumentou dramaticamente em todo o mundo.

Embora haja evidências generalizadas de uma ligação entre refrigerantes, a obesidade e doenças crônicas como diabetes, há poucas pesquisas sobre se fatores ambientais, tais como beber bebidas adoçadas artificialmente, influenciam a predisposição genética para a obesidade.

A pesquisa foi baseada em dados de 146.700 mulheres e 51.529 homens.

Os resultados mostraram que os efeitos genéticos sobre o índice de massa corporal e o risco de obesidade entre os que bebiam uma ou mais doses de refrigerantes por dia são duas vezes maiores do que aqueles que consumiram menos de uma porção por mês.

Os resultados sugerem que o consumo regular de bebidas açucaradas amplifica o risco genético de obesidade.

Além disso, os indivíduos com maior predisposição genética para a obesidade parecem ser mais susceptíveis aos efeitos nocivos das bebidas açucaradas sobre o índice de massa corporal.


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