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13/05/2014

Maternidades do SUS têm novas regras para parto humanizado

Redação do Diário da Saúde

Ao nascer em uma maternidade pública, os bebês deverão ser colocados em contato imediato com a mãe, favorecendo a primeira mamada.

Estudos comprovam que as medidas beneficiam a saúde da criança e da mulher, diminuindo os riscos de morte e anemia.

O contato aquecido pele-a-pele com a mãe e o estímulo à amamentação na primeira hora de vida são recomendações que o Ministério da Saúde oficializou em portaria para assegurar o direito ao parto humanizado em toda a rede pública de saúde.

Além deste contato entre mãe e filho, está previsto também o clampeamento do cordão umbilical somente após o mesmo parar de pulsar.

As medidas passam a valer para todas as unidades do Sistema Único de Saúde.

Bebês saudáveis

O bebê saudável, com o ritmo respiratório normal, deverá ser colocado sobre o abdômen ou tórax da mãe, em contato direto pele-a-pele, de acordo com sua vontade, em ambiente aquecido, afirma a portaria. Além disso, a nova regra também prevê a amamentação ainda na primeira hora de vida da criança.

"Nós precisamos estimular que essa primeira mamada aconteça na primeira hora de vida. Além de fornecer o primeiro aporte calórico para a vida do bebê, essa prática também acelera a descida do leite materno, aumentando a chance de sucesso no aleitamento e diminui a chance de hemorragia uterina", explica o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Conforme a portaria, os procedimentos de rotina adotados após o nascimento do bebê, como exame físico, pesagem e outras medidas antropométricas e a profilaxia da oftalmia neonatal devem ser realizados somente após esses primeiros cuidados.

Bebês não saudáveis

Para os recém-nascidos com respiração ausente ou irregular, tônus diminuído e/ou com líquido meconial, a portaria estabelece que o atendimento deverá seguir o fluxograma do Programa de Reanimação da Sociedade Brasileira de Pediatria, de 2011.

A unidade de saúde deverá contar obrigatoriamente com profissional médico ou de enfermagem treinado em reanimação neonatal.

Rede Cegonha

Criada em 2011, a Rede Cegonha tem como uma das principais metas incentivar o parto normal humanizado e intensificar a assistência integral à saúde de mulheres e crianças, desde o planejamento reprodutivo, passando pela confirmação da gravidez, pré-natal, parto, pós-parto, até o segundo ano de vida do filho.

Atualmente, a estratégia Rede Cegonha está presente em mais de 5 mil municípios de todos os estados do país, e atende a 2,6 milhões de gestantes. Desde o lançamento da Rede, já foram investidos mais de R$ 3,3 bilhões para o desenvolvimento de ações em todo o país.


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