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23/03/2012

Remédio novo nem sempre significa remédio melhor

Mariam Ujeyl

Novo e pior

Os casos em que um medicamento novo, recém-aprovado, é mais eficaz do que as alternativas mais baratas já disponíveis nas farmácias são as exceções, e não a regra.

Esta é a conclusão de um estudo realizado pela equipe da Dra. Mariam Ujeyl, e publicado na edição atual da Deutsches Ärzteblatt International.

A pesquisa, cobrindo 39 medicamentos lançados no mercado alemão em 2009 e 2010, mostra que frequentemente há dados insuficientes disponíveis sobre a eficácia do novo remédio quando a aprovação foi concedida.

Sem base de comparação

Os requisitos legais do processo de licenciamento não exigem o fornecimento de dados comparando diretamente um novo medicamento com um medicamento similar já disponível no mercado.

As avaliações dos pesquisadores mostram também que, em cerca de metade das aprovações, os únicos ensaios apresentados são aqueles que comparam a nova droga com um placebo, e não com um medicamento eficaz que funcione como referência.

Isto, segundo eles, pode dar margem a interpretações com relação aos preços quando os novos medicamentos são comercializados.

Os autores nem mesmo descartam a possibilidade de que esses medicamentos recém-lançados, e sempre mais caros, possam de fato ser inferiores, em termos de eficácia, em relação às alternativas já existentes no mercado.


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