Repelente com cheiro de galinha poderá evitar malária

Repelente com cheiro de galinha poderá evitar malária
Os pernilongos Anopheles não gostam do cheiro das galinhas, o que poderá ser usado em benefício do ser humano.
[Imagem: Jim Gathany/Wikimedia]

Anopheles arabiensis

Os mosquitos transmissores da malária - Anopheles arabiensis - evitam ativamente alimentar-se de certas espécies de animais, como as galinhas, evitando-as com base no cheiro que exalam.

A descoberta surpreendente pode apontar novas formas de se defender da doença: os odores emitidos pelas galinhas poderiam fornecer proteção para os seres humanos.

"Os mosquitos estão se tornando cada vez mais fisiologicamente resistentes a pesticidas, ao mesmo tempo em que mudam seus hábitos alimentares, por exemplo, passando dos interiores para fora das casas. Por esta razão, é necessário desenvolver novos métodos de controle.

"Em nosso estudo, conseguimos identificar um número de compostos de odor natural que podem repelir os mosquitos da malária que estão buscando alimentos e impedi-los de entrar em contato com as pessoas," disse o professor Rickard Ignell, da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas, que fez o trabalho em conjunto com pesquisadores da Universidade de Adis Abeba, na Etiópia.

Cheiro de galinha contra malária

O Anopheles arabiensis, uma das espécies predominantes na transmissão da malária na África sub-saariana, evita as galinhas quando busca animais para se alimentar. Isso indica que, ao contrário dos humanos, do gado, das cabras e das ovelhas, as galinhas são uma espécie não-hospedeira para o An. arabiensis e que os mosquitos desenvolveram formas de distingui-las de outras espécies.

Os pesquisadores descobriram que, enquanto o pernilongo prefere fortemente os seres humanos em relação ao sangue animal quando procuram hospedeiros dentro de casa, ao ar livre ele se alimenta de forma aleatória do gado, cabras e ovelhas.

Mas o mosquito evita as galinhas tanto dentro quanto fora de casa, apesar da abundância relativamente alta desses animais.

A equipe agora irá pesquisar formas de sintetizar as moléculas de "cheiro de galinha" que isolaram, em busca de criar repelentes que possam minimizar o risco de que as pessoas contraiam malária.

O estudo foi publicado na revista de acesso livre Malaria Journal.


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