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05/08/2016

Repelente com cheiro de galinha poderá evitar malária

Redação do Diário da Saúde
Repelente com cheiro de galinha poderá evitar malária
Os pernilongos Anopheles não gostam do cheiro das galinhas, o que poderá ser usado em benefício do ser humano.[Imagem: Jim Gathany/Wikimedia]

Anopheles arabiensis

Os mosquitos transmissores da malária - Anopheles arabiensis - evitam ativamente alimentar-se de certas espécies de animais, como as galinhas, evitando-as com base no cheiro que exalam.

A descoberta surpreendente pode apontar novas formas de se defender da doença: os odores emitidos pelas galinhas poderiam fornecer proteção para os seres humanos.

"Os mosquitos estão se tornando cada vez mais fisiologicamente resistentes a pesticidas, ao mesmo tempo em que mudam seus hábitos alimentares, por exemplo, passando dos interiores para fora das casas. Por esta razão, é necessário desenvolver novos métodos de controle.

"Em nosso estudo, conseguimos identificar um número de compostos de odor natural que podem repelir os mosquitos da malária que estão buscando alimentos e impedi-los de entrar em contato com as pessoas," disse o professor Rickard Ignell, da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas, que fez o trabalho em conjunto com pesquisadores da Universidade de Adis Abeba, na Etiópia.

Cheiro de galinha contra malária

O Anopheles arabiensis, uma das espécies predominantes na transmissão da malária na África sub-saariana, evita as galinhas quando busca animais para se alimentar. Isso indica que, ao contrário dos humanos, do gado, das cabras e das ovelhas, as galinhas são uma espécie não-hospedeira para o An. arabiensis e que os mosquitos desenvolveram formas de distingui-las de outras espécies.

Os pesquisadores descobriram que, enquanto o pernilongo prefere fortemente os seres humanos em relação ao sangue animal quando procuram hospedeiros dentro de casa, ao ar livre ele se alimenta de forma aleatória do gado, cabras e ovelhas.

Mas o mosquito evita as galinhas tanto dentro quanto fora de casa, apesar da abundância relativamente alta desses animais.

A equipe agora irá pesquisar formas de sintetizar as moléculas de "cheiro de galinha" que isolaram, em busca de criar repelentes que possam minimizar o risco de que as pessoas contraiam malária.

O estudo foi publicado na revista de acesso livre Malaria Journal.


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