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24/01/2012

Reuniões diminuem expressão da inteligência das pessoas

Redação do Diário da Saúde

Reuniões emburrecem

Reuniões de pequenos grupos de pessoas, o que inclui de festas íntimas e reuniões no trabalho até sessões de júri, podem alterar a "expressão da inteligência" das pessoas.

Kenneth Kishida e seus colegas da Universidade Técnica da Virgínia (EUA) descobriram que a dinâmica desses pequenos grupos altera a expressão do quociente de inteligência (QI) de pessoas mais suscetíveis.

Os pesquisadores concluíram que os ambientes competitivos das empresas, em vez de resultar em ganhos, podem estar minimizando o desempenho dos indivíduos e, por decorrência, o resultado geral para a empresa.

Preocupação com os outros

Não é que as reuniões tornem as pessoas menos inteligentes, senão que, durante essas reuniões, as pessoas não expressam o seu QI real, mas um QI menor.

E o efeito foi maior entre as mulheres.

Os cientistas usaram imagens de ressonância magnética funcional (fMRI) para estudar como o cérebro processa informações sobre o status social durante essas reuniões e como a expressão desse status social afeta a expressão da capacidade cognitiva das pessoas.

Reunindo pessoas com QIs semelhantes, os pesquisadores entregaram a cada um comparativo do seu desempenho em tarefas cognitivas em relação aos seus colegas de reunião.

"Nós detectamos quedas dramáticas na capacidade de alguns voluntários para resolver problemas. O feedback social teve um efeito significativo," disse Kishida.

QI percebido

A mensuração do desempenho das pessoas durante as reuniões não dependeu de novos testes de QI, mas do seu processamento cerebral, segundo registrado pela ressonância magnética.

Embora o grupo tivesse uma média de QI de 126, durante os testes o "QI percebido" variou largamente.

Todos os participantes apresentaram um aumento na ativação inicial da amígdala cerebral e uma diminuição na atividade do córtex pré-frontal, o que corresponde a uma menor capacidade de resolver problemas lógicos.

"Nosso estudo destaca uma consequência profunda e inesperada que sinalizações sociais mesmo sutis podem ter sobre o funcionamento cognitivo das pessoas," prossegue o pesquisador.

A maior queda de desempenho foi verificada entre as mulheres - apenas 3, de um total de 13, ficaram no grupo de melhor desempenho durante a reunião.


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