Rim artificial supera hemodiálise; mas precisará de ajustes

Rim artificial supera hemodiálise; mas precisará de ajustes
Protótipo do rim artificial, que apresentou alguns problemas técnicos, mas mostrou grandes vantagens em relação à hemodiálise convencional.
[Imagem: Stephen Brashear/Universidade de Washington]

Rim artificial

Os primeiros testes clínicos comprovaram a viabilidade de um rim artificial para substituir a diálise convencional.

O primeiro ensaio clínico do aparelho mostrou que o protótipo deverá passar por reformulações para superar alguns problemas técnicos observados durante o teste, mas nenhum dos problemas se mostrou impeditivo da nova tecnologia, o que significa que suas vantagens foram reconhecidas.

A tecnologia poderá tornar-se uma alternativa à hemodiálise convencional para pessoas com doença renal em estágio final. O tratamento atual geralmente requer três sessões por semana em uma máquina que imobiliza os pacientes durante todo o procedimento.

Já um dispositivo "de vestir" - na verdade utilizado como se fosse uma bolsa - permitiria que os pacientes ficassem livres e sem restrições, além de permitir sessões mais longas ou mais frequentes de diálise e até mesmo eliminar a necessidade de dietas rigorosas.

Vantagens da hemodiálise portátil

A avaliação do protótipo de rim artificial, feita com autorização da agência de saúde dos EUA (FDA: Food and Drug Administration), foi realizada com sete pacientes atendidos no Centro Médico da Universidade de Washington, que usaram o aparelho por até 24 horas cada um.

O aparelho conseguiu filtrar adequadamente o sangue dos pacientes, retirando produtos residuais, como ureia, creatinina e fósforo e, ao mesmo tempo, removeu o excesso de água e sal.

O inesperado é que o aparelho manteve em níveis estáveis os eletrólitos no sangue - como sódio e potássio - e o volume sanguíneo, mesmo sem quaisquer restrições dietéticas. A dieta habitual para doentes em diálise com os equipamentos atuais é altamente limitada.

Contudo, o ensaio clínico foi interrompido depois que o sétimo paciente teve problemas com o rim artificial, incluindo a excessiva formação de bolhas de gás de dióxido de carbono na solução de diálise e variações intermitentes na solução e no fluxo de sangue.

A equipe agora vai trabalhar para sanar esses problemas, antes de retomar os testes.


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