Riscos de anticoncepcionais não mudam com proibição na França

Acidentes vasculares

Há poucos dias, dirigentes da agência francesa de segurança dos medicamentos declararam que, até abril deste ano, a pílula anticoncepcional Diane 35 e todos os genéricos do medicamento vão deixar de ser vendidos no país.

A medida foi adotada em resposta aos 125 casos de trombose venosa e quatro mortes de mulheres usuárias da pílula relatados nos últimos 25 anos.

As mulheres que apresentaram graves problemas de saúde com a pílula Diane 35, com idades entre 18 e 42 anos, sofreram acidentes vasculares variados, como embolia pulmonar ou derrame.

Em todo o mundo, foram relatados 125 casos de trombose venosa e quatro mortes de mulheres usuárias da pílula nos últimos 25 anos.

Na França, a pílula fabricada pelo laboratório alemão Bayer começou a ser vendida como um tratamento antiacne, mas, desde 1987, é amplamente receitada como contraceptivo.

O medicamento também é comercializado no Brasil e está sendo avaliado pelas autoridades de saúde. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que está acompanhando o caso para avaliar que medidas devem ser tomadas.

Riscos dos anticoncepcionais

Para o ginecologista Rogério Bonassi, a decisão instiga mais temor do que informa.

"O Diane 35 não tem mais riscos que outros hormônios. Não sabemos o que motivou a decisão da França porque o risco é muito pequeno e não se trata de um estudo clínico, mas de relatos de casos", avaliou.

De acordo com estatísticas da comunidade médica brasileira e internacional, a incidência da trombose na população feminina em geral é de 5 casos para cada 10 mil mulheres.

No caso de pessoas que tomam pílula, o risco passa a ser de 9 casos para cada 10 mil.

Em mulheres grávidas, sem o uso de hormônios, as estatísticas adotadas universalmente apontam que 30 mulheres, em cada 10 mil, podem desenvolver a doença.


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